terça-feira, 5 de maio de 2015

Bate Papo com Adriana

Bom dia feedists!

            Vamos abrir esse espaço pra conhecer opiniões e como é a relação de outras pessoas com o Feederism através das entrevistas.
Trouxe pra nós hoje um bate papo com a Adriana Ribeiro que faz parte do Grupo Feederism Brasil.



·        Como você conheceu o Feederism?

Assistindo o Programa da Band A Liga 

   Qual a sua primeira impressão ao entrar em contato com o meio feedist?

Será que isso é real? Será que alguém realmente sente desejo vendo outra pessoa comer?  É possível que alguém queira, gosta mesmo de engordar? Preciso saber mais sobre isso!
Essas foram as primeiras perguntas que me passaram pela cabeça quando vi a matéria.  Sempre digo que tenho uma cabeça aberta e curiosa, que prefere entender a julgar. Gosto de saber sobre as coisas, em especial aquilo que acho que não acontece na minha própria vida e quando vou atrás de conhecimento, algumas vezes descubro que aquilo que me parecia estranho é mais comum do que imaginava.

·    Depois do primeiro contato, o que mais se destacou pra você nesse meio e de que forma você passou a se identificar  no Feederism depois de um tempo?

Nessa pergunta tenho que me basear no convívio com o Grupo, a principio eu queria entender como as pessoas que viviam o fetiche pensavam e foi muito gostoso a forma como fui acolhida, como  podemos conversar sobre tudo e a conexão que a gente cria com cada história e a nossa própria história, mas o que mais me chamou atenção e me encanta é ter um espaço isento de julgamentos, onde cada um é livre pra ser, falar e gostar do que bem entender.
O feederism me levou a imaginar uma liberdade de ser Gorda sem preocupações com a opinião dos  outros, sem necessidade de encolher a barriga pra fotos, sem vergonha de comer o que e quanto quero quando estou com outra pessoa.

A   principio me identifiquei com as pessoas e aos poucos fui me enquadrando, se for para nomear, categorizar rsrsrs me encaixaria como FA e Encourage e posso ser feedee também rsrsr .
     Sente vontade de vivenciar uma experiência feedist? O que imagina ou tem como fantasia?

Sim, sim  tenho vontade de ter uma experiência, todas as conversas, discussões me fazem ainda mais interessada, mas com alguém que me fizesse realmente ter uma visão das coisas que o fetiche pode proporcionar, rsrsrs acho que o ideal seria ser conduzida.

 Como você vê o feederism hoje que é diferente do seu primeiro entendimento ao entrar em contato?

          Completamente diferente. Quando hoje eu conheço um pouco  mais sobre o  feederism e quero que alguns aspectos façam parte da minha vida, me pego observando as pessoas comendo analisando o prazer delas com isso, curiosamente percebi que estava tocando a barriga do meu marido enquanto ele comia outro dia e quando me dei conta estava sorrindo,sempre o toquei e isso é comum mas nunca tinha feito assim, enquanto ele comia e eu só olhava. Hoje eu gosto de tocar minha barriga, ainda não vejo nada de sexual nisso, mas antes nem cogitava a possibilidade de expô-la num biquíni e já o faço  e gosto rsrsrsrsr Será que é diferente agora? Acho que sim rsrs

  O que mais te encanta nesse modo de vida, e,  se você acha que o feederism contribuiu para alguma mudança íntima em você, se sim, como foi essa mudança?

Me encanta a liberdade de ser quem eu sou, me achar linda assim gorda, não me importar com quanto devo comer na frente das pessoas, nem encolher a barriga quando estou com alguém, mas me encanta ainda mais descobrir que apesar da opinião dos outros uma minoria (ainda uma minoria), defende suas preferencias.

Vejo que o Feederism me trouxe significativas mudanças internas. E embora eu não tenha nenhuma experiência física/real com o feederism, conviver  no meio,  me  trouxe grandes benefícios, minha autoestima já era alta agora ela anda tranquilamente num salto 15 kkk,  ver outras mulheres orgulhosa de suas curvas é maravilhoso, mas conhecer o feederism me fez pensar sobre tantas coisas que antes eu rejeitava em mim mesma e até nos outros. Acompanho diariamente gordinhas falando sobre preconceito, rejeição , sem perceber os olhares de quem as cerca.

Mas isso não me é estranho em absoluto, durante muito tempo eu fui uma delas, e não me dava conta de que o olhar de algumas pessoas podia não ser de repreensão, mas de admiração, hoje fico mais atenta a esses olhares e eu mesma passei a olhar diferente, sempre adorei ver gente comendo feliz e agora observo com atenção e gosto ainda mais.

Hoje eu falo sobre o feederism com alguns amigos e não os vejo chocados com o que falo, pelo contrário, curiosos, interessados, e isso se deve as mudanças que aconteceram em mim, à forma como vejo e como transmito não é como algo estranho, mas como algo que me agrada, que me ajudou num processo de amadurecimento de aceitação não só de mim, mas das minhas preferencias.

·        O que você vê de positivo e negativo no Feederism?

Positivo: Eu acredito que o feederism como qualquer fetiche possibilita que as pessoas exprimam seus desejos, vontades de forma que não o fazem normalmente no dia-a-dia.
Como Estilo de vida acho positivo  a cumplicidade  do casal que vive o feederism, a auto realização de quem pratica sozinho, a organização no ganho de peso é super positiva.

Negativo: Vejo como negativo o descontrole com a saúde, quando o fetiche sobressai à razão, vejo essa questão como único ponto realmente preocupante.

·        Você consegue imaginar como estará o feederism daqui há uns anos se mais e mais pessoas tomar conhecimento desse modo de vida? Acha que o Feederism tem a ganhar ou perder com uma maior abrangência nos meios de comunicação futuramente?

Embora todos os meios de comunicação hoje preguem uma onda fitness e saudável, vejo que muito mais pessoas assumem suas preferencias no dia-a-dia observo mais atentamente as pessoas gordinhas hoje por onde caminho e ainda que elas desconheçam o feederism como estilo de vida ou fetiche, vivem isso no dia-a-dia mais do que imaginam.

Eu acredito que em alguns anos sim muito mais pessoas se reconhecerão no feederism, muito mais como estilo de vida propriamente dito do que como só um fetiche.
Não creio que o Feederism tem a perde com maior abrangência nos meios de comunicação, pelo contrário acho que será bem positivo, que as pessoas se sintam realizadas em viver aquilo que amam sem necessidade de que seja oculto.

Mas não será fácil chegar a esse ponto, ainda há preconceito demais para que as pessoas consigam se livrar dos paradigmas que a sociedade impõe, e qualquer mudança necessita de tempo muito tempo pra se concretizar, infelizmente.


Obrigada pela sua participação Adriana. Espero que esse novo mundo que descobriu seja sempre positivo em sua vida e te traga novos sabores a serem experimentados!


quinta-feira, 16 de abril de 2015

O Diário de Jaque - A feira



Estava pensando em você hoje logo após chegar da feira com minha mãe.

Pensei o quanto queria que você estivesse ali no lugar dela. Só pra que eu tivesse a liberdade de comer quantos pasteis eu quisesse sem ser repreendida e ridicularizada.

Pensei que se eu pudesse ter você ao meu lado naquela barraca de pastel eu me sentiria aceita como eu sou e nas coisas como eu gosto de fazer. 

Seria compreendida em meu desejo de comer o quanto eu aguentar por amar o sabor dos alimentos e gostar de prolongar esse sabor o máximo possível.

Pensei que se você estivesse naquele momento junto a mim, eu poderia compartilhar minha ansiedade, olhando a comida sendo preparada pra mim e da minha alegria quando ela chega em minhas mãos e do bem estar que sinto ao leva-la a boca e sentir seu gosto.

Mas ao contrário disso, eu preciso sufocar essa alegria de comer livre o quanto eu quiser até me sentir saciada. Porque vejo os olhares me reparando, me recriminando por comer sempre mais que a maioria como se eu tivesse fazendo algo ruim a eles.

Minha mãe disse: “ que coisa mais feia” – Senti a voz dela de contrariedade e desapontamento, com uma expressão fechada e testa franzida, como se eu tivesse feito algo muito errado ao pedir o terceiro pastel pra comer porque estava muito gostoso e não queria parar de sentir aquele sabor delicioso. Mas mesmo ficando chateada por ela ter feito isso, não neguei quando ela pediu o terceiro pastel aborrecidamente. Quando ela me passou o salgado, praticamente  empurrando pras minhas mãos, disse: “ quer comer até explodir? Então come! Já está gorda e vai ficar mais feia ainda”.

Mesmo assim eu comi! Mas o sabor não foi mais o mesmo. Estava azedo e entalava quando eu engolia. Era o sabor da culpa eu acho. Senti que me encolhi pra comer, enquanto sentia que todos naquela feira me olhavam, reparando em mim e horrorizados, me recriminavam. Minha mãe me fez comer o pior pastel da minha vida.

E quando chegamos em casa, ela me disse: “ sabe que não vai almoçar, não é? Ninguém mandou encher a barriga de pastel! Sabe que quando for namorar, ninguém vai te querer, sua gorda!” 

Olhei pra ela com os olhos baixos, sentindo uma dor no peito e não falei nada. Fui pra cozinha ajeitar as frutas e legumes que compramos, e fui cortar as verduras para o almoço me sentindo humilhada. Mas antes de terminar minhas tarefas, comi duas bananas e joguei as cascas pro quintal do vizinho pra ela não ver. Pensei que ela não deveria humilhar assim uma filha e que não tinha o direito de me proibir de almoçar, só porque comi mais do que devia na feira. Mas ela é minha mãe, e eu só tenho quatorze anos! Ah...tá bom , vai! Treze! Mas faltam só sete meses pra eu completar os quatorze.
Sabe, eu só queria comer em paz e não me sentir culpada por estar fazendo algo de errado. Sem que alguém me olhe com reprovação e desapontamento dizendo que ficarei feia, serei desprezada.

Você me desprezaria? Me amaria mesmo se eu engordasse por gostar de comer muito? Me acharia feia? Penso que não quero viver sozinha sem namorado. Quero o que todas as meninas querem; arrumar um gatinho pra nos levar ao cinema, ao shopping, pra passear de mãos dadas e que me ache bonita e me valorize, que goste de mim.

Mas você é o menino dos meus sonhos! E sim! Me amaria!  Ainda que eu engordasse um pouco me amaria. Ainda que eu fosse comilona, você teria alegria de me ver tendo alegria com uma das minhas maiores felicidades que é comer um bom prato, uma guloseima. Comer sem sentir qualquer gosto azedo de culpa e só o sabor doce da liberdade e prazer.

Porém penso que se eu for livre, eu engordaria muito e perderia a forma que todos querem de mim. E mesmo assim, será que você ainda ia me querer? Sentiria vergonha de mim? Me apresentaria a seus pais e amigos?

Mas você é o garoto dos meus sonhos! E sim! Você iria continuar querendo minha presença, meu corpo e sentiria orgulho de me apresentar a todos a sua volta. Teria prazer em ver meu corpo crescendo por eu estar tendo tantas alegrias de comer bem e com gosto de satisfação. Você teria prazer com o meu prazer. Minha alegria seria a sua alegria.

Na verdade, você é o rapaz dos meus sonhos! E me traria coisas deliciosas todas as vezes que fosse vir pra me buscar pra sairmos juntos. Se interessaria em saber tudo o que eu mais amo no mundo todo e me serviria de tudo isso, pelo simples prazer de me ver comer contente e sorrindo. Você não me culpa ou me censura por comer além da conta, porque você me conhece e sabe de todas as coisas que me faz feliz. Só você tem a chave pra me libertar. Eu poderia ser livre com você!

Penso em você cozinhando pra mim, me dando comida entre carinhos e beijos, compartilhando de todo o prazer que esses momentos poderia me dar.

Sabe, tem dias como hoje que eu sonho muito com você. E queria ter a capacidade de te criar e trazer você pro mundo real. Mas sei que você não existe. E não posso me enganar. Sei que minha mãe está certa. Minhas amigas da escola estão certas. Ninguém quer uma gorda. Os meninos teriam vergonha de mim. Ninguém ia querer ir comigo ao cinema, nem a praça pra não ser visto com a gorda da escola pelos amigos e ser encarnado. Mas sabe, também penso; por que as coisas tem que ser assim? Por que temos que viver limitados por escolhas que nem fomos nós quem as fizemos?

Penso que só você é capaz de me entender e me completar. E por isso você é o gatinho dos meus sonhos, onde tudo é perfeito. Onde existe alma gêmea, onde existe amor além das aparências que todos exigem, onde há liberdade de querer e gostar do que é diferente dos outros sem que ninguém te censure por isso, nem te humilhe ou diminua.

Hoje quando eu for dormir, vou pedir aos anjos pra sonhar com você e espero te encontrar nos meus sonhos!


Jaque Marques - 04/03/1991

Olá meus doces feedists! Jaque Marques é um personagem criado por mim, inspirada num outro personagem Renata Marques, que é protagonista de um livro que trabalho há algum tempo, mas que ainda não tive a inspiração pra termina-lo. A Jaque é a versão adolescente e junevil da Renata Marques que no livro já se apresenta madura com 34 anos. 

Se forem repassar, por favor, informem a fonte! Espero que gostem!

bjo da Vênus!  

quarta-feira, 25 de março de 2015

Feederism – Uma reflexão sobre popularização, moda do, banalização e novidade sexual


Saudações Feedists!

O título é grande, mas maior é o conjunto de pensamentos que me povoa nessas últimas semanas sobre vários aspectos que tenho conversado, lido e observado dentro do nosso meio. Portanto tentarei compartilhar com vocês de forma clara pra quem sabe possamos refletir sobre os elementos trazidos que acho importantes aos que se interessam pelo Feederism fora do seu mundinho particular. 

Acho que primeiro é preciso estabelecer o caminho analítico por duas linhas de frente; o movimento social e o que é em essência o objeto de análise, no caso o Feederism. Uma coisa está interligada a outra, mas uma vez que você tem uma definição, um conceito bem maduro e consciente, mesmo que seja particular sobre a essência do objeto, você consegue ver os comportamentos sociais humanos que vão se agregando ao objeto, formando um corpo de tendências diferentes do que era antes, criando mudanças no meio entre os adeptos pela influencia que  exercemos uns aos outros. Mas acredito que isso não altera a essência do objeto que independe de como a atualidade o vê e conduz (mesmo que a maioria, ou um número considerável, uma vez que isso não abarcará o todo).

No caso do Feederism, sua manifestação nos meios públicos é algo bastante novo, principalmente aqui no Brasil. E percebo uma crescente, mesmo que em pequena escala, busca por pessoas aqui no Brasil e creio que isso se dê pelo resto do mundo, ou pelo menos nos países onde ele é mais popular como Estados Unidos e de língua inglesa e alguns países da Europa.

Essa discreta, porém crescente busca e abordagem em vários meios de comunicação, faz algumas pessoas mais apressadas, coloca-lo como MODA. Uma tendência nova sexual (muitos alegam copiada dos Estados Unidos) que está “fazendo a cabeça dos homens”. E quem lê “nova tendência sexual”? Pode pensar – Opa, quero saber o que é e experimentar.

Há também as colocações como fetiche por comida, por obesidade, por mulheres enormes – esses últimos criando um teor estritamente masculino- Ou seja, estão atirando pra todos os lados, porque afinal, nunca ouviram falar nisso. Fazem um apanhado rápido pelo internet e saem fazendo matérias em blogs, fóruns de discussão, trabalhos acadêmicos mal feitos, etc. Mas em primeira instancia isso não altera de forma alguma a essência do objeto. Ou seja, ele não passará a ser o que as pessoas dizem que é, apenas porque se estão repassando assim, como entenderam.

E em segundo plano há as pessoas que leem e se sentem atraídos de alguma forma a conhecer ou se identificam por algum aspecto que entenderam. Se for pela parte sexual, por obesidade ou pela comida, não importa. O fato é que o Feederism pode ser atrativo de várias formas, ele tem várias portas de entrada que convida as pessoas a se aproximarem. E mesmo que essas pessoas entendam de forma distorcida e assim repasse, ou viva o “feederism”, numa ilusão pautada no que se acha ser. Mesmo assim, isso não altera a essência do objetivo. Os meios de comunicação podem criar uma falsa idealização ou conceito sobre Feederism, ou apenas muito superficial e as pessoas embarcarem nisso e se não despertarem realmente a essência do Feederism em si, serão igualmente superficiais, sem nunca atingir seu bojo íntimo. No entanto a essência primária continua lá, esperando quem de fato a tenha dentro de si.

Mas por que isso? Explico!

Porque justamente o Feederism não é moda, nova tendência sexual, ou inventada pela criatividade do povo. É um comportamento humano que existe por assim dizer, dentro do ser humano em sua forma instintiva natural.

O fato de, há mais de uma década e meia se começaram a externar publicamente esses comportamentos, não significa que o objeto passou a existir a partir dali. Ele passou a existir sim, como algo declarado e depois ganhou nome e analise de seus conjuntos de comportamento pelos próprios adeptos tendo a si mesmo e outros como base. Mas é preciso entender por A mais B que isso não cria algo, apenas documenta o que já existia antes dentro das pessoas.
A prova mais cabal disso, é que o Feederism pode ser  desperto dentro de uma pessoa, sem que ela sequer saiba nem tenha lido absolutamente nada sobre o assunto e desconheça por completo. Mas ela vai aos poucos desenvolvendo todo um comportamento peculiar dentro do que já está declarado do que seja o conjunto de comportamento que predomina um personagem. Ela pode inclusive apresentar mais de uma tendência, mas sempre terá a predominante. Logo, o Feederism, portanto, existe dentro de algumas pessoas, que não precisa saber sobre o termo Feederism, pra viver o Feederism, aí sim, em sua essência, seu bojo primaz, sua “identidade”.  E mesmo que o movimento social (o meio atual) desvirtue, distorça e repasse superficialidades, e influencie o entender de muitas pessoas, o que ela pode falar sobre o que entender, mas o que ela sente e se manifesta de dentro pra fora em seu comportamento instintivo são coisas distintas, mesmo que seu comportamento possa ser até certo ponto, influenciado, não dá pra mexer em instintos.

Logo, dentro desse prisma, mesmo que o Feederism se popularize, seja um meio atrativo a busca por uma forma nova de sexualidade, (o que é algo natural do ser humano, buscar novas tendências a sua satisfação e versatilidade sexual) achando que é algo de misturar sexo com comida, dar frutas em caldas de chocolate pra mulher comer, ou ter uma gorda, gordona ou super gorda comilona como objeto de prazer. Mesmo que o Feederism sirva pra muitas mulheres como um veículo pra serem aceitas com o corpo acima ou muito acima das medidas considerada padrão pelo meio “magro e sarado” e encontro de um par que a valorize assim, onde a maioria acaba desenvolvendo comportamentos ilusórios para seres aceitas por este mesmo meio. Mesmo com todas essas portas abertas a banalização, superficialidade, ilusões e distorções, a essência do objetivo estará lá, novamente, esperando quem o tenha dentro de si e seja realmente desperto de dentro pra fora como algo visceralmente inerente aquele ser, o qual ele não consegue se desligar, mesmo que queira pois é parte de sua natureza. E sendo dessa forma, o Feederism não tem como cair na banalização e descaracterização do que ele realmente é.  Mesmo que se criem “cortinas de fumaça” que oculte aos olhos externos o que seja o Feederism plenamente, que cantem, dancem e se banqueteiem de luxúria e comida: “ à luz do pseudo-feederism. Mesmo assim, o objeto estará lá, atrás dessa cortina e quem realmente atravessa essa superficialidade e chega no objeto, é quem permanece “no eterno banquete da vida” e toma o Feederism como um modo de vida, que o conduz em vários aspectos de sua vida cotidiana, incluindo a forma como ele lida com sua sexualidade, com sua saúde, com suas despesas financeiras mensais, e interage com seu meio social (não feedist) pois o objeto de fato, despertou pra ele.

Desculpem-me por parecer meio elitista. Não sou contra o interesse e empolgação das pessoas em conhecerem e se auto denominarem dentro de nosso meio um Feedist. Digo dentro de nosso meio, porque fora dele, ninguém o quer, né! A maioria se esconde e muitos têm até vergonha de declarar do que gosta e do que move sua alma pra várias coisas mais simples da vida. É compreensível inclusive.

Fato é também que, é parte de nós a curiosidade em conhecer vários “nichos”, principalmente quando se vê elementos sexuais. Logo é natural que muitas pessoas se sintam atraídas pelo Feederism popular; o que ele é repassado por leigos e curiosos no assunto nos meios de comunicação. E tenho certeza que daí, algumas pessoas serão realmente despertas para o Feedism em sua essência, pois o tem em estado latente dentro de si, sufocado e reprimido pela construção mental social do meio opressor; uma mulher de pele clara, livre de gordura, sarada, de cabelos lisos e longos, dentes muito brancos e certos, comedida no comer, atenta as novas tendências de dietas, comida integral (argh) e tratamento para modelar o corpo aos padrões de beleza atuais que a sociedade exige, incluindo seu namorado; um homem de pele clara,  abdômen definido, bem dotado, sorriso de propaganda de pasta de dente, alto, vestido elegantemente com roupas de griff! Ahh que maldade, esse homem eu quero pra mim! Mas acho que se eu comprar o boneco Ken, está resolvido o problema, mas ele tem que vir junto com um vibrador a nossa escolha, do tamanho que quisermos pra ser feliz! Infelizmente a perfeição não existe, mas a busca incessante por ela sim. O pior de tudo, é quando essa busca está sendo em cima de padrões da maioria, exigidos pra você que não são seus, mas que você passou a acreditar que é porque “todos” dizem que é, que tem que ser. E isso é uma prisão triste da qual eu me livrei há muito tempo atrás. E se você que está lendo isso, acha que vive numa prisão assim, saiba que a chave da cela, está dentro de você!

Em suma, voltando ao elitismo, não quero ser elitista, mas fato é que o Feederism não é pra maioria e sim pra poucos. Poucos conseguem transpassar a cortina de fumaça e alcançar a essência dele. Até porque, essa essência não está na internet, neste blog, em revistas, nem no homem do seu lado falando “coma”, ou na mulher sobre você com mais de 130 quilos que acabou de comer uma caixa inteira de trufas! Mas dentro de você e o que ocorre é algo igualmente natural como o próprio objeto; o Feederism, nem todos o têm! Simples assim!


Então, dessa forma simples, podemos dizer que o Feedism, mesmo com sua possível popularização futura, com o achismo de moda e nova tendencia sexual, não tem como cair na banalização e descaracterização dele, posto que é algo íntimo que se manifesta de forma natural, dentro do comportamento inerente a cada um conforme este o tem em si, ou não tem. E isso não depende de como está "documentado" hoje, nem estará amanhã, ou como o movimento social popular feedist diga o que é ou deixa de ser nos seus apanhados de fragmentos soltos na ventania. 

Bjo da Vênus!