quarta-feira, 25 de março de 2015

Feederism – Uma reflexão sobre popularização, moda do, banalização e novidade sexual


Saudações Feedists!

O título é grande, mas maior é o conjunto de pensamentos que me povoa nessas últimas semanas sobre vários aspectos que tenho conversado, lido e observado dentro do nosso meio. Portanto tentarei compartilhar com vocês de forma clara pra quem sabe possamos refletir sobre os elementos trazidos que acho importantes aos que se interessam pelo Feederism fora do seu mundinho particular. 

Acho que primeiro é preciso estabelecer o caminho analítico por duas linhas de frente; o movimento social e o que é em essência o objeto de análise, no caso o Feederism. Uma coisa está interligada a outra, mas uma vez que você tem uma definição, um conceito bem maduro e consciente, mesmo que seja particular sobre a essência do objeto, você consegue ver os comportamentos sociais humanos que vão se agregando ao objeto, formando um corpo de tendências diferentes do que era antes, criando mudanças no meio entre os adeptos pela influencia que  exercemos uns aos outros. Mas acredito que isso não altera a essência do objeto que independe de como a atualidade o vê e conduz (mesmo que a maioria, ou um número considerável, uma vez que isso não abarcará o todo).

No caso do Feederism, sua manifestação nos meios públicos é algo bastante novo, principalmente aqui no Brasil. E percebo uma crescente, mesmo que em pequena escala, busca por pessoas aqui no Brasil e creio que isso se dê pelo resto do mundo, ou pelo menos nos países onde ele é mais popular como Estados Unidos e de língua inglesa e alguns países da Europa.

Essa discreta, porém crescente busca e abordagem em vários meios de comunicação, faz algumas pessoas mais apressadas, coloca-lo como MODA. Uma tendência nova sexual (muitos alegam copiada dos Estados Unidos) que está “fazendo a cabeça dos homens”. E quem lê “nova tendência sexual”? Pode pensar – Opa, quero saber o que é e experimentar.

Há também as colocações como fetiche por comida, por obesidade, por mulheres enormes – esses últimos criando um teor estritamente masculino- Ou seja, estão atirando pra todos os lados, porque afinal, nunca ouviram falar nisso. Fazem um apanhado rápido pelo internet e saem fazendo matérias em blogs, fóruns de discussão, trabalhos acadêmicos mal feitos, etc. Mas em primeira instancia isso não altera de forma alguma a essência do objeto. Ou seja, ele não passará a ser o que as pessoas dizem que é, apenas porque se estão repassando assim, como entenderam.

E em segundo plano há as pessoas que leem e se sentem atraídos de alguma forma a conhecer ou se identificam por algum aspecto que entenderam. Se for pela parte sexual, por obesidade ou pela comida, não importa. O fato é que o Feederism pode ser atrativo de várias formas, ele tem várias portas de entrada que convida as pessoas a se aproximarem. E mesmo que essas pessoas entendam de forma distorcida e assim repasse, ou viva o “feederism”, numa ilusão pautada no que se acha ser. Mesmo assim, isso não altera a essência do objetivo. Os meios de comunicação podem criar uma falsa idealização ou conceito sobre Feederism, ou apenas muito superficial e as pessoas embarcarem nisso e se não despertarem realmente a essência do Feederism em si, serão igualmente superficiais, sem nunca atingir seu bojo íntimo. No entanto a essência primária continua lá, esperando quem de fato a tenha dentro de si.

Mas por que isso? Explico!

Porque justamente o Feederism não é moda, nova tendência sexual, ou inventada pela criatividade do povo. É um comportamento humano que existe por assim dizer, dentro do ser humano em sua forma instintiva natural.

O fato de, há mais de uma década e meia se começaram a externar publicamente esses comportamentos, não significa que o objeto passou a existir a partir dali. Ele passou a existir sim, como algo declarado e depois ganhou nome e analise de seus conjuntos de comportamento pelos próprios adeptos tendo a si mesmo e outros como base. Mas é preciso entender por A mais B que isso não cria algo, apenas documenta o que já existia antes dentro das pessoas.
A prova mais cabal disso, é que o Feederism pode ser  desperto dentro de uma pessoa, sem que ela sequer saiba nem tenha lido absolutamente nada sobre o assunto e desconheça por completo. Mas ela vai aos poucos desenvolvendo todo um comportamento peculiar dentro do que já está declarado do que seja o conjunto de comportamento que predomina um personagem. Ela pode inclusive apresentar mais de uma tendência, mas sempre terá a predominante. Logo, o Feederism, portanto, existe dentro de algumas pessoas, que não precisa saber sobre o termo Feederism, pra viver o Feederism, aí sim, em sua essência, seu bojo primaz, sua “identidade”.  E mesmo que o movimento social (o meio atual) desvirtue, distorça e repasse superficialidades, e influencie o entender de muitas pessoas, o que ela pode falar sobre o que entender, mas o que ela sente e se manifesta de dentro pra fora em seu comportamento instintivo são coisas distintas, mesmo que seu comportamento possa ser até certo ponto, influenciado, não dá pra mexer em instintos.

Logo, dentro desse prisma, mesmo que o Feederism se popularize, seja um meio atrativo a busca por uma forma nova de sexualidade, (o que é algo natural do ser humano, buscar novas tendências a sua satisfação e versatilidade sexual) achando que é algo de misturar sexo com comida, dar frutas em caldas de chocolate pra mulher comer, ou ter uma gorda, gordona ou super gorda comilona como objeto de prazer. Mesmo que o Feederism sirva pra muitas mulheres como um veículo pra serem aceitas com o corpo acima ou muito acima das medidas considerada padrão pelo meio “magro e sarado” e encontro de um par que a valorize assim, onde a maioria acaba desenvolvendo comportamentos ilusórios para seres aceitas por este mesmo meio. Mesmo com todas essas portas abertas a banalização, superficialidade, ilusões e distorções, a essência do objetivo estará lá, novamente, esperando quem o tenha dentro de si e seja realmente desperto de dentro pra fora como algo visceralmente inerente aquele ser, o qual ele não consegue se desligar, mesmo que queira pois é parte de sua natureza. E sendo dessa forma, o Feederism não tem como cair na banalização e descaracterização do que ele realmente é.  Mesmo que se criem “cortinas de fumaça” que oculte aos olhos externos o que seja o Feederism plenamente, que cantem, dancem e se banqueteiem de luxúria e comida: “ à luz do pseudo-feederism. Mesmo assim, o objeto estará lá, atrás dessa cortina e quem realmente atravessa essa superficialidade e chega no objeto, é quem permanece “no eterno banquete da vida” e toma o Feederism como um modo de vida, que o conduz em vários aspectos de sua vida cotidiana, incluindo a forma como ele lida com sua sexualidade, com sua saúde, com suas despesas financeiras mensais, e interage com seu meio social (não feedist) pois o objeto de fato, despertou pra ele.

Desculpem-me por parecer meio elitista. Não sou contra o interesse e empolgação das pessoas em conhecerem e se auto denominarem dentro de nosso meio um Feedist. Digo dentro de nosso meio, porque fora dele, ninguém o quer, né! A maioria se esconde e muitos têm até vergonha de declarar do que gosta e do que move sua alma pra várias coisas mais simples da vida. É compreensível inclusive.

Fato é também que, é parte de nós a curiosidade em conhecer vários “nichos”, principalmente quando se vê elementos sexuais. Logo é natural que muitas pessoas se sintam atraídas pelo Feederism popular; o que ele é repassado por leigos e curiosos no assunto nos meios de comunicação. E tenho certeza que daí, algumas pessoas serão realmente despertas para o Feedism em sua essência, pois o tem em estado latente dentro de si, sufocado e reprimido pela construção mental social do meio opressor; uma mulher de pele clara, livre de gordura, sarada, de cabelos lisos e longos, dentes muito brancos e certos, comedida no comer, atenta as novas tendências de dietas, comida integral (argh) e tratamento para modelar o corpo aos padrões de beleza atuais que a sociedade exige, incluindo seu namorado; um homem de pele clara,  abdômen definido, bem dotado, sorriso de propaganda de pasta de dente, alto, vestido elegantemente com roupas de griff! Ahh que maldade, esse homem eu quero pra mim! Mas acho que se eu comprar o boneco Ken, está resolvido o problema, mas ele tem que vir junto com um vibrador a nossa escolha, do tamanho que quisermos pra ser feliz! Infelizmente a perfeição não existe, mas a busca incessante por ela sim. O pior de tudo, é quando essa busca está sendo em cima de padrões da maioria, exigidos pra você que não são seus, mas que você passou a acreditar que é porque “todos” dizem que é, que tem que ser. E isso é uma prisão triste da qual eu me livrei há muito tempo atrás. E se você que está lendo isso, acha que vive numa prisão assim, saiba que a chave da cela, está dentro de você!

Em suma, voltando ao elitismo, não quero ser elitista, mas fato é que o Feederism não é pra maioria e sim pra poucos. Poucos conseguem transpassar a cortina de fumaça e alcançar a essência dele. Até porque, essa essência não está na internet, neste blog, em revistas, nem no homem do seu lado falando “coma”, ou na mulher sobre você com mais de 130 quilos que acabou de comer uma caixa inteira de trufas! Mas dentro de você e o que ocorre é algo igualmente natural como o próprio objeto; o Feederism, nem todos o têm! Simples assim!


Então, dessa forma simples, podemos dizer que o Feedism, mesmo com sua possível popularização futura, com o achismo de moda e nova tendencia sexual, não tem como cair na banalização e descaracterização dele, posto que é algo íntimo que se manifesta de forma natural, dentro do comportamento inerente a cada um conforme este o tem em si, ou não tem. E isso não depende de como está "documentado" hoje, nem estará amanhã, ou como o movimento social popular feedist diga o que é ou deixa de ser nos seus apanhados de fragmentos soltos na ventania. 

Bjo da Vênus! 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Especial um ano de Feederism Brasil!




     Nosso blog está fazendo um ano hoje! E isso é motivo pra minha alegria, pois, não imaginava que esse espaço fosse receber tantos visitantes e que dele fosse sair uma comunidade no Facebook com mais de cem membros com interesses em comuns dentro do Feederism, com 80% de brasileiros. E sei que ainda faltam muitas pessoas que andam espaçadas nos sites estrangeiros, achar nosso blog e se reunir junto a nós, seja participando através da exposição verbal, ou apenas como observadores, mas que compartilham de mesmo estilo de vida ou mesmo admiração.

Agradeço a todas as pessoas que contribuíram com esse trabalho, e me incentivam a continuar, pois quem acompanha o blog mais de perto desde o começo, sabe dos problemas externos que tive que passar pra manter tudo em atividade. Mas quando temos um objetivo e somos movidos por algo maior, aprendemos com as dificuldades e criamos em soluções que transforma algo ruim, em algo que te faça refletir, compreender e recomeçar. E todos me foram muito importantes.

Todavia gostaria contudo, de agradecer nesse momento a duas pessoas em especial. Primeiramente preciso agradecer uma.

Não sei se ele lerá esse texto, e embora eu gostaria que lesse, e guardo confiança que lerá e “voltará pra casa”. Mas mesmo sem a certeza, não posso deixar de externar minha gratidão.

Meu amigo, acho que você estava no momento certo, na hora certa ao meu lado pra me incentivar a dar inicio a tudo isso. Sou uma pessoa até certo ponto, volátil. Tenho impulsos e que deles podem sair grandes coisas que tenham continuidade e dedicação, e outras que não passe de uma vontade fluídica que se dissipa rapidamente. Mas no momento que tive meu impulso de criar esse espaço, você estava ao meu lado pra multiplicar esse impulso e o alimentou durante dias até que eu criasse de fato o blog Feederism Brasil. Lembro-me com exatidão da nossa troca de ideias, do mesmo sentimento de paixão que tínhamos por esse mundo, que eu te falei que queria criar um nick e você como sempre, me sugeriu os piores! Rs Você nunca foi muito bom nisso! Mas acho que eu mesma tinha que “dar luz” a Vênus e encontra-la dentro de mim!

Acho que se você não estive ali pra me incentivar, talvez nada disso tivesse externado e ficaria como uma ideia somente, como muitas outras pessoas a tiveram e não conseguiram; ou torna-la concreta, ou faze-la “acontecer”. Estou esperando você voltar pra casa! Muito obrigada meu “Barrigudo” preferido!

E a outra pessoa, que embora não tenha atuado diretamente pra nada aqui. Embora tenha escolhido permanecer distante, apenas como um observador, quem sabe. Embora nunca tenha até o dia de hoje, colocado um tijolo pra construir as paredes disso. Mas talvez tenha dado o mais importante; o alicerce e a coluna central que sustenta tudo. Não a pessoa que eu sou, mas a Feedee que alimenta e dá vida aos textos desse espaço E a você, ela ainda pertence. A Vênus é tanto obra sua, quanto minha. E se ela vai ou não atravessar a linha do tempo, você irá com ela. Um tributo da Deusa pra ti, talvez! Obrigada pela sua sabedoria, conhecimento e sensibilidade de, apesar de questionar sempre (é parte de mim), você me guiou do jeito certo, sem nada demais a dizer, ou fazer, além de externar sua natureza feeder e esperar que a minha desabrochasse naturalmente sem nada revelar.

 E como tenho condições hoje de ver o todo do que somos e de que, o que eu pensava que era algo somente meu e seu, não era. Mas sim, de um comportamento humano presente em pessoas do mundo inteiro. Entendo que não dependemos de conhecer nem estudar o feederism, pra sermos o que somos. Pois o que somos é parte de nós, que uma hora ou outra iria manifestar-se e se revelar sem que saibamos sobre termos, conceitos nem personagens. E isso você me deu! Deu os momentos e as condições para minha descoberta íntima, ao meu despertar. Deu-me a oportunidade de sair de dentro de mim e “de nós” e conhecer todo um mundo que eu jamais imaginei existir, embora tenha convivido com ele durante toda a minha vida, sem perceber.  Deu condições de hoje eu enxergar esse mundo nas pessoas ao observa-las nos restaurantes, nas feiras livres, na rua, na casa de amigos, no mundo virtual alheio a espaços Feedists, que assim como eu era, essas pessoas não tem a menor noção do que seja Feederism, mas o instinto, o comportamento está ali. E apenas observo, sem nada a dizer. Você me deu condições também de ver pessoas dentro desse mundo Feedist, mas totalmente desconectadas e sem a alma íntima feedist, forçando algo que, ainda não sei as causas exatas, quer mostrar o que não há dentro de si. E eu, também, apenas observo sem nada a dizer. Não estamos aqui pra converter ninguém (embora converter gordinhas comilonas à feedee possa ser tentador a alguns feeders), ou dizer como cada um deve chegar aqui. Há muitas causas que pode atrair pessoas pra esse universo e nem sempre é o DNA de um feedist adormecido. Mas também sei que nada pode fazer ninguém ser o que não é, nem sua maior vontade. Assim como nem o nosso mais forte desejo, faz com que deixemos de ser o que somos, infelizmente! Pois nem sempre é fácil ser o que somos. Uns escolhem negar e sufocar, outros comedir e alguns poucos aceitar e externar com a maior alegria e prazer do mundo, dando vazão a tudo o que traz dentro de si. A mim, não me coube outra opção definitiva: a última. Mesmo que eu tenha passado pelo caminho da recusa, sufocamento e do comedir. Acho que todos nós passamos em alguns momentos, até aprendermos a lidar da melhor forma possível com o que somos e o meio que nos cerca. E hoje eu ouço todos os dias uma empolgante e sensual canção dentro de mim e foi você quem me fez capaz de ouvi-la. Obrigada por abrir a porta do seu mundo pra mim. E foi essa porta que me fez estar aqui hoje e me faz voltar amanhã e continuar voltando.

E bem, nunca conversamos muito sobre teorias, ideias ou significados do Feederism. Nunca conversamos muito, na verdade, sobre isso e vivemos mais do que teorizamos, mas você me ensinou muito, tanto de forma silenciosa e indireta, como nas raras vezes que externou a mim o seu conhecimento que sei dominar, mas escolheu dividi-lo comigo de outras formas. E dentre todas as coisas, poucas, mas significativas que guardo como tesouros ao meu saber concedem-me o direito de finalizar esse texto, dando voz a você através de suas próprias palavras:

“ O conhecimento do Feederism é como comer. Cada um tem uma impressão diferente sobre cada prato. O paladar das pessoas identifica detalhes de forma diferente, até os mínimos, como se fossem temperos diferentes. Por isso, cada pessoa que entra no Feederism deve apreciar os momentos de aprendizado mas seguir seu próprio caminho e aprender sozinho também”.

E foi exatamente isso que você fez comigo. Deu-me algo para comer que eu nunca tinha visto ou sentido o gosto antes e deixou-me descobrir sozinha do que era feito, quais seus ingredientes e que impressão eu tinha daquele prato. Tomei meu caminho de aprendizado sozinha, mas depois, quis dividi-los com outros, quis me unir a outras pessoas antes sem local de língua nativa pra interagirmos uns com outros. E daí saiu um programa de T.V, o primeiro brasileiro a não tratar o assunto como esquisitice, mas de uma forma bacana relativamente, tendo em vista a complexidade do assunto pra ser mostrado por leigos para o público em geral a vida de um casal feedist. E depois disso, o assunto está ganhando mais e mais matérias e fóruns em blog e sites brasileiros e a procura na internet sobre o assunto cresceu muito depois disso. E por tudo isso, vejo que o blog já faz parte da história do Feederism no Brasil. E a Vênus é agora também parte dessa história! Assim como você e todos os outros que ajudam a fazer esse espaço e o grupo Feederism Brasil desde o inicio. Assim como outros espaços também em língua brasileira, que houve e que irão existir, comprometidos realmente com o Feederism e a busca e compartilhamento de seu conhecimento.

E por essa palavra: “Conhecimento”; tenho tanto orgulho de você e o admiro, não apenas como um Feeder, mas como o Feedist que você é. Assim também como me orgulho da minha própria busca por obtê-lo. E vejo que ela não foi diferente da sua e entendo que quis me dar a forma mais legítima de conquista-lo e muitas vezes eu não enxerguei isso!  Só tenho a lhe agradecer por tudo! Obrigada!

Bom, um ano de existência. Espero que seja o primeiro de outros e que esse blog possa continuar levando conhecimento a quem o busque, e desse conhecimento venha questionamentos, reflexões e conclusões íntimas de cada um, já que não temos que pensar igual. Pois cada um tem sua própria impressão sobre o Feederism e formas diferentes de senti-lo.

Obrigada a todos!

É a primeira vez que escrevo uma matéria no blog e deixo a Vênus de lado! Agora vamos deixar ela assumir o volante, porque não levo jeito pra coisa! ahahahaha 




Bjo da Vênus! 


Art de Dani_eel do Deviantart




quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

FA (Fat Admirer)/ Encouragers (Incentivadores)


Boa noite Feedists!

Venho trazendo o assunto que ainda não foi abordado no blog com muito destaque. E tendo em vista que há opiniões divergentes sobre os FA’S, acho que merecem por isso, uma atenção maior sobre o conceito básico aos novatos no Feedism, que ficam meio perdidos com nossas “siglas”. Mas quero ir além e lançar a reflexão do que separa um FA de um Feeder, e se o FA faz parte dos personagens feedists por excelência. Vamos colocando ideias pra que nós possamos refletir e entender os FA’S dentro do Feedism e fora dele também.

Quem ou o que são FA’S?

São, primeiramente, entendidos como qualquer homem ou mulher que sinta atração e tenha seu  desejo sexual despertado por pessoas corpulentas, grandes, gordas e pesadas. O tamanho pode ser variável de gordas e muito obesas. Um FA pode se relacionar com pessoas ditas; “dentro dos padrões de corpo”, mas não é sua preferencia.
Muitos enfrentam a dificuldade de assumir sua atração e preferencia por mulheres e homens considerados gordos, que é motivo de reprovação e piadas dos amigos e familiares. Os que gostam dos pesos pesados, sofrem com as críticas e muitos vezes repúdio dentro do seu próprio ciclo social. Não esquecemos que tanto o obeso sofre preconceito, como quem tem este biótipo corporal como referencia de beleza e desejo.

Porém particularmente meu conceito de FA, vai além do mais usual.

Acredito que uma pessoa que aprecie a beleza de um corpo gordo, sem o desejo e impulso sexual, pode também ser considerada FA. Uma vez que ela é um admirador da beleza gorda, traduzindo Fat Admirer. Portanto, sou uma FA no sentido que acho bonito corpos de mulheres grandes e de vários tamanhos e formas. Porém não sinto o estímulo da atração sexual por isso. Apenas admiro a beleza.  
Então dentro dessa ótica, praticamente todo Feedist (ou Feederista) é um FA. Difícil achar um que não apreciasse a beleza de um homem ou mulher grande, pesada e cheia de curvas, seja de uma forma sexual ou apenas apreciadora.
Mas o FA é um personagem Feedist? Alguns acham que sim outros não.

Se pararmos pra analisar, existem FA’S em qualquer ambiente, espalhados dentro da sociedade, pois embora tenhamos um modelo padrão de beleza, é inegável que há grande número, principalmente de homens, que buscam parceiras gordas como modelo ideal de beleza. Isso é um fato que não dá pra negar. Mas mesmo assim, aviso pras gordinhas e gorduchas que não esperem ir pra balada noturna e achar FA’S pra escolher.

Então o FA é uma pessoa que gosta de gordinhas (o) ou gordonas (o), ok! Mas essa característica não faz de ninguém ser um feedist. Portanto, fica claro que o FA não é um personagem Feedist, mas em contra partida, fica obvio também que a maioria dos Feedist são FA’S. O que dentro dessa conclusão, coloca o FA como uma característica presente no conjunto que compõe nossos personagens, mas não o torna um deles.

Modelos BBW e SSBBW são alvos do público feedist, justamente pela característica de apreciarmos corpos assim, mas Feedism não é um fã clube de gordas e gordonas (o). Como sempre falei, não basta gostar das gordas pra ser um Feedist, como amar comer e ser guloso também não.

O que difere então um FA de um Feeder?

Talvez a mesma razão que difere uma gulosa comilona de uma feedee.

Todo Feeder é um FA por excelência, não existindo Feeder que não seja FA. Mas nem todo FA é um Feeder. E muitos FA’S se ligam ao Feedism, pela busca de material sobre mulheres pesadas, e acabam esbarrando no Feedism e entrando pra ver o que é. Muitos acabam se descobrindo Feeders, e outros não. Nosso universo tem muita ligação com tais modelos, mas é bom colocar que nem todas elas são de fato, Feedist, embora “posem” para o nosso público e FA’S de um modo mais amplo.

A diferença por assim dizer, de um pra outro, está na natureza íntima que todo feeder tem de desejar alimentar, prover o alimento a sua parceira para que essa engorde.

Mas aí você pode dizer: “Mas eu conheci um FA que queria que sua parceira engordasse! Ok! Eu também já conheci.

Mas onde está o instinto de ser o veículo a promover isso através da alimentação? Num FA não existe isso. Ele pode até desejar e encorajar sua parceira que engorde mais um pouco, mas a fantasia e desejo de alimenta-la e com isso engorda-la literalmente não há. Um quer ser o veículo que leva sua parceira pra um ganho de peso, e isso não é pra atingir X de peso e ficar bom. É um estilo de vida que ele aprende com o tempo a conciliar esses desejos com os limites do próprio corpo da (o) parceira (o). Esse desejo de ver mais banha, mais peso, sempre existirá como um instinto, mesmo que entre o casal, já tenha se atingido o limite de onde um pode ir. Porém sempre se pode emagrecer um pouco pra engordar de novo e ceder nossos instintos e desejos. Já um FA, não tem nada disso! Podemos dizer que um Feeder sempre desejará alimentar sua parceira e imagina-la engordando por isso, e pra ele é um orgulho saber que foi ele quem a engordou e a deixou mais linda e grande.

Mas o prazer de alimentar e o erotismo que há nisso já compõe o instinto Feeder mesmo que naquele momento não se possa engordar em grandes escalas, mas ele não deixa o desejo de alimenta-la na intimidade do casal. Havendo portanto uma relação ímpar com a comida e alimentação na vida da dupla. O que não há a presença desse fator nos FA’S e na relação com sua (o) parceira. Quando muito, se colocam como encorajadores para uma engorda, mas não como alimentadores. Aí reside toda a diferença.

Por que há então tanta confusão no meio Feedist, de FA’S achando que são Feeders?

Fracamente não sei ao certo. Posso apontar possibilidades. Como por exemplo, muitos jovens que adoram uma gorducha e quando acham as gordinhas, querem que elas engordem mais e fiquem imensas. E se colocam como encorajadores. E acham que isso é ser Feeder. Mas o fator instintivo da alimentação não se estabelece, ou ele é sugestionado por fazer parte de um personagem que ele acredita ser, mas de forma difusa e não plena, pois não é parte de sua natureza instintiva.

Acredito que a descoberta de si mesmo, deve ser feita de forma isenta, e sem o “querer ser”, mas sim, dentro do auto conhecimento e análise de si mesmo e o meio no qual você se inseriu. O meio é sempre um veículo sugestionador. Mas devemos buscar o máximo não ser sugestionado por ele, e não seguir um comportamento X, pois dentro daquele meio é desejado ou valorizado. Assim temos mais chances de deixar nossa real natureza aflorar aos poucos legitimamente e não adotar comportamentos que na íntegra, não faz parte de nosso interior, mas algo incutido pelo meio externo.

Cada um é o que é, e o que somos, por mais que tentemos, não conseguimos deixar de ser. E ter essa clareza exata do que nos predomina, faz com que cada um de nós seja “bem resolvido” com a alma feedist que existe dentro de nós.

Sendo assim, encerro este texto “Caetaneando”...

“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.  





 Bjo da Vênus!