terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Especial um ano de Feederism Brasil!




     Nosso blog está fazendo um ano hoje! E isso é motivo pra minha alegria, pois, não imaginava que esse espaço fosse receber tantos visitantes e que dele fosse sair uma comunidade no Facebook com mais de cem membros com interesses em comuns dentro do Feederism, com 80% de brasileiros. E sei que ainda faltam muitas pessoas que andam espaçadas nos sites estrangeiros, achar nosso blog e se reunir junto a nós, seja participando através da exposição verbal, ou apenas como observadores, mas que compartilham de mesmo estilo de vida ou mesmo admiração.

Agradeço a todas as pessoas que contribuíram com esse trabalho, e me incentivam a continuar, pois quem acompanha o blog mais de perto desde o começo, sabe dos problemas externos que tive que passar pra manter tudo em atividade. Mas quando temos um objetivo e somos movidos por algo maior, aprendemos com as dificuldades e criamos em soluções que transforma algo ruim, em algo que te faça refletir, compreender e recomeçar. E todos me foram muito importantes.

Todavia gostaria contudo, de agradecer nesse momento a duas pessoas em especial. Primeiramente preciso agradecer uma.

Não sei se ele lerá esse texto, e embora eu gostaria que lesse, e guardo confiança que lerá e “voltará pra casa”. Mas mesmo sem a certeza, não posso deixar de externar minha gratidão.

Meu amigo, acho que você estava no momento certo, na hora certa ao meu lado pra me incentivar a dar inicio a tudo isso. Sou uma pessoa até certo ponto, volátil. Tenho impulsos e que deles podem sair grandes coisas que tenham continuidade e dedicação, e outras que não passe de uma vontade fluídica que se dissipa rapidamente. Mas no momento que tive meu impulso de criar esse espaço, você estava ao meu lado pra multiplicar esse impulso e o alimentou durante dias até que eu criasse de fato o blog Feederism Brasil. Lembro-me com exatidão da nossa troca de ideias, do mesmo sentimento de paixão que tínhamos por esse mundo, que eu te falei que queria criar um nick e você como sempre, me sugeriu os piores! Rs Você nunca foi muito bom nisso! Mas acho que eu mesma tinha que “dar luz” a Vênus e encontra-la dentro de mim!

Acho que se você não estive ali pra me incentivar, talvez nada disso tivesse externado e ficaria como uma ideia somente, como muitas outras pessoas a tiveram e não conseguiram; ou torna-la concreta, ou faze-la “acontecer”. Estou esperando você voltar pra casa! Muito obrigada meu “Barrigudo” preferido!

E a outra pessoa, que embora não tenha atuado diretamente pra nada aqui. Embora tenha escolhido permanecer distante, apenas como um observador, quem sabe. Embora nunca tenha até o dia de hoje, colocado um tijolo pra construir as paredes disso. Mas talvez tenha dado o mais importante; o alicerce e a coluna central que sustenta tudo. Não a pessoa que eu sou, mas a Feedee que alimenta e dá vida aos textos desse espaço E a você, ela ainda pertence. A Vênus é tanto obra sua, quanto minha. E se ela vai ou não atravessar a linha do tempo, você irá com ela. Um tributo da Deusa pra ti, talvez! Obrigada pela sua sabedoria, conhecimento e sensibilidade de, apesar de questionar sempre (é parte de mim), você me guiou do jeito certo, sem nada demais a dizer, ou fazer, além de externar sua natureza feeder e esperar que a minha desabrochasse naturalmente sem nada revelar.

 E como tenho condições hoje de ver o todo do que somos e de que, o que eu pensava que era algo somente meu e seu, não era. Mas sim, de um comportamento humano presente em pessoas do mundo inteiro. Entendo que não dependemos de conhecer nem estudar o feederism, pra sermos o que somos. Pois o que somos é parte de nós, que uma hora ou outra iria manifestar-se e se revelar sem que saibamos sobre termos, conceitos nem personagens. E isso você me deu! Deu os momentos e as condições para minha descoberta íntima, ao meu despertar. Deu-me a oportunidade de sair de dentro de mim e “de nós” e conhecer todo um mundo que eu jamais imaginei existir, embora tenha convivido com ele durante toda a minha vida, sem perceber.  Deu condições de hoje eu enxergar esse mundo nas pessoas ao observa-las nos restaurantes, nas feiras livres, na rua, na casa de amigos, no mundo virtual alheio a espaços Feedists, que assim como eu era, essas pessoas não tem a menor noção do que seja Feederism, mas o instinto, o comportamento está ali. E apenas observo, sem nada a dizer. Você me deu condições também de ver pessoas dentro desse mundo Feedist, mas totalmente desconectadas e sem a alma íntima feedist, forçando algo que, ainda não sei as causas exatas, quer mostrar o que não há dentro de si. E eu, também, apenas observo sem nada a dizer. Não estamos aqui pra converter ninguém (embora converter gordinhas comilonas à feedee possa ser tentador a alguns feeders), ou dizer como cada um deve chegar aqui. Há muitas causas que pode atrair pessoas pra esse universo e nem sempre é o DNA de um feedist adormecido. Mas também sei que nada pode fazer ninguém ser o que não é, nem sua maior vontade. Assim como nem o nosso mais forte desejo, faz com que deixemos de ser o que somos, infelizmente! Pois nem sempre é fácil ser o que somos. Uns escolhem negar e sufocar, outros comedir e alguns poucos aceitar e externar com a maior alegria e prazer do mundo, dando vazão a tudo o que traz dentro de si. A mim, não me coube outra opção definitiva: a última. Mesmo que eu tenha passado pelo caminho da recusa, sufocamento e do comedir. Acho que todos nós passamos em alguns momentos, até aprendermos a lidar da melhor forma possível com o que somos e o meio que nos cerca. E hoje eu ouço todos os dias uma empolgante e sensual canção dentro de mim e foi você quem me fez capaz de ouvi-la. Obrigada por abrir a porta do seu mundo pra mim. E foi essa porta que me fez estar aqui hoje e me faz voltar amanhã e continuar voltando.

E bem, nunca conversamos muito sobre teorias, ideias ou significados do Feederism. Nunca conversamos muito, na verdade, sobre isso e vivemos mais do que teorizamos, mas você me ensinou muito, tanto de forma silenciosa e indireta, como nas raras vezes que externou a mim o seu conhecimento que sei dominar, mas escolheu dividi-lo comigo de outras formas. E dentre todas as coisas, poucas, mas significativas que guardo como tesouros ao meu saber concedem-me o direito de finalizar esse texto, dando voz a você através de suas próprias palavras:

“ O conhecimento do Feederism é como comer. Cada um tem uma impressão diferente sobre cada prato. O paladar das pessoas identifica detalhes de forma diferente, até os mínimos, como se fossem temperos diferentes. Por isso, cada pessoa que entra no Feederism deve apreciar os momentos de aprendizado mas seguir seu próprio caminho e aprender sozinho também”.

E foi exatamente isso que você fez comigo. Deu-me algo para comer que eu nunca tinha visto ou sentido o gosto antes e deixou-me descobrir sozinha do que era feito, quais seus ingredientes e que impressão eu tinha daquele prato. Tomei meu caminho de aprendizado sozinha, mas depois, quis dividi-los com outros, quis me unir a outras pessoas antes sem local de língua nativa pra interagirmos uns com outros. E daí saiu um programa de T.V, o primeiro brasileiro a não tratar o assunto como esquisitice, mas de uma forma bacana relativamente, tendo em vista a complexidade do assunto pra ser mostrado por leigos para o público em geral a vida de um casal feedist. E depois disso, o assunto está ganhando mais e mais matérias e fóruns em blog e sites brasileiros e a procura na internet sobre o assunto cresceu muito depois disso. E por tudo isso, vejo que o blog já faz parte da história do Feederism no Brasil. E a Vênus é agora também parte dessa história! Assim como você e todos os outros que ajudam a fazer esse espaço e o grupo Feederism Brasil desde o inicio. Assim como outros espaços também em língua brasileira, que houve e que irão existir, comprometidos realmente com o Feederism e a busca e compartilhamento de seu conhecimento.

E por essa palavra: “Conhecimento”; tenho tanto orgulho de você e o admiro, não apenas como um Feeder, mas como o Feedist que você é. Assim também como me orgulho da minha própria busca por obtê-lo. E vejo que ela não foi diferente da sua e entendo que quis me dar a forma mais legítima de conquista-lo e muitas vezes eu não enxerguei isso!  Só tenho a lhe agradecer por tudo! Obrigada!

Bom, um ano de existência. Espero que seja o primeiro de outros e que esse blog possa continuar levando conhecimento a quem o busque, e desse conhecimento venha questionamentos, reflexões e conclusões íntimas de cada um, já que não temos que pensar igual. Pois cada um tem sua própria impressão sobre o Feederism e formas diferentes de senti-lo.

Obrigada a todos!

É a primeira vez que escrevo uma matéria no blog e deixo a Vênus de lado! Agora vamos deixar ela assumir o volante, porque não levo jeito pra coisa! ahahahaha 




Bjo da Vênus! 


Art de Dani_eel do Deviantart




quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

FA (Fat Admirer)/ Encouragers (Incentivadores)


Boa noite Feedists!

Venho trazendo o assunto que ainda não foi abordado no blog com muito destaque. E tendo em vista que há opiniões divergentes sobre os FA’S, acho que merecem por isso, uma atenção maior sobre o conceito básico aos novatos no Feedism, que ficam meio perdidos com nossas “siglas”. Mas quero ir além e lançar a reflexão do que separa um FA de um Feeder, e se o FA faz parte dos personagens feedists por excelência. Vamos colocando ideias pra que nós possamos refletir e entender os FA’S dentro do Feedism e fora dele também.

Quem ou o que são FA’S?

São, primeiramente, entendidos como qualquer homem ou mulher que sinta atração e tenha seu  desejo sexual despertado por pessoas corpulentas, grandes, gordas e pesadas. O tamanho pode ser variável de gordas e muito obesas. Um FA pode se relacionar com pessoas ditas; “dentro dos padrões de corpo”, mas não é sua preferencia.
Muitos enfrentam a dificuldade de assumir sua atração e preferencia por mulheres e homens considerados gordos, que é motivo de reprovação e piadas dos amigos e familiares. Os que gostam dos pesos pesados, sofrem com as críticas e muitos vezes repúdio dentro do seu próprio ciclo social. Não esquecemos que tanto o obeso sofre preconceito, como quem tem este biótipo corporal como referencia de beleza e desejo.

Porém particularmente meu conceito de FA, vai além do mais usual.

Acredito que uma pessoa que aprecie a beleza de um corpo gordo, sem o desejo e impulso sexual, pode também ser considerada FA. Uma vez que ela é um admirador da beleza gorda, traduzindo Fat Admirer. Portanto, sou uma FA no sentido que acho bonito corpos de mulheres grandes e de vários tamanhos e formas. Porém não sinto o estímulo da atração sexual por isso. Apenas admiro a beleza.  
Então dentro dessa ótica, praticamente todo Feedist (ou Feederista) é um FA. Difícil achar um que não apreciasse a beleza de um homem ou mulher grande, pesada e cheia de curvas, seja de uma forma sexual ou apenas apreciadora.
Mas o FA é um personagem Feedist? Alguns acham que sim outros não.

Se pararmos pra analisar, existem FA’S em qualquer ambiente, espalhados dentro da sociedade, pois embora tenhamos um modelo padrão de beleza, é inegável que há grande número, principalmente de homens, que buscam parceiras gordas como modelo ideal de beleza. Isso é um fato que não dá pra negar. Mas mesmo assim, aviso pras gordinhas e gorduchas que não esperem ir pra balada noturna e achar FA’S pra escolher.

Então o FA é uma pessoa que gosta de gordinhas (o) ou gordonas (o), ok! Mas essa característica não faz de ninguém ser um feedist. Portanto, fica claro que o FA não é um personagem Feedist, mas em contra partida, fica obvio também que a maioria dos Feedist são FA’S. O que dentro dessa conclusão, coloca o FA como uma característica presente no conjunto que compõe nossos personagens, mas não o torna um deles.

Modelos BBW e SSBBW são alvos do público feedist, justamente pela característica de apreciarmos corpos assim, mas Feedism não é um fã clube de gordas e gordonas (o). Como sempre falei, não basta gostar das gordas pra ser um Feedist, como amar comer e ser guloso também não.

O que difere então um FA de um Feeder?

Talvez a mesma razão que difere uma gulosa comilona de uma feedee.

Todo Feeder é um FA por excelência, não existindo Feeder que não seja FA. Mas nem todo FA é um Feeder. E muitos FA’S se ligam ao Feedism, pela busca de material sobre mulheres pesadas, e acabam esbarrando no Feedism e entrando pra ver o que é. Muitos acabam se descobrindo Feeders, e outros não. Nosso universo tem muita ligação com tais modelos, mas é bom colocar que nem todas elas são de fato, Feedist, embora “posem” para o nosso público e FA’S de um modo mais amplo.

A diferença por assim dizer, de um pra outro, está na natureza íntima que todo feeder tem de desejar alimentar, prover o alimento a sua parceira para que essa engorde.

Mas aí você pode dizer: “Mas eu conheci um FA que queria que sua parceira engordasse! Ok! Eu também já conheci.

Mas onde está o instinto de ser o veículo a promover isso através da alimentação? Num FA não existe isso. Ele pode até desejar e encorajar sua parceira que engorde mais um pouco, mas a fantasia e desejo de alimenta-la e com isso engorda-la literalmente não há. Um quer ser o veículo que leva sua parceira pra um ganho de peso, e isso não é pra atingir X de peso e ficar bom. É um estilo de vida que ele aprende com o tempo a conciliar esses desejos com os limites do próprio corpo da (o) parceira (o). Esse desejo de ver mais banha, mais peso, sempre existirá como um instinto, mesmo que entre o casal, já tenha se atingido o limite de onde um pode ir. Porém sempre se pode emagrecer um pouco pra engordar de novo e ceder nossos instintos e desejos. Já um FA, não tem nada disso! Podemos dizer que um Feeder sempre desejará alimentar sua parceira e imagina-la engordando por isso, e pra ele é um orgulho saber que foi ele quem a engordou e a deixou mais linda e grande.

Mas o prazer de alimentar e o erotismo que há nisso já compõe o instinto Feeder mesmo que naquele momento não se possa engordar em grandes escalas, mas ele não deixa o desejo de alimenta-la na intimidade do casal. Havendo portanto uma relação ímpar com a comida e alimentação na vida da dupla. O que não há a presença desse fator nos FA’S e na relação com sua (o) parceira. Quando muito, se colocam como encorajadores para uma engorda, mas não como alimentadores. Aí reside toda a diferença.

Por que há então tanta confusão no meio Feedist, de FA’S achando que são Feeders?

Fracamente não sei ao certo. Posso apontar possibilidades. Como por exemplo, muitos jovens que adoram uma gorducha e quando acham as gordinhas, querem que elas engordem mais e fiquem imensas. E se colocam como encorajadores. E acham que isso é ser Feeder. Mas o fator instintivo da alimentação não se estabelece, ou ele é sugestionado por fazer parte de um personagem que ele acredita ser, mas de forma difusa e não plena, pois não é parte de sua natureza instintiva.

Acredito que a descoberta de si mesmo, deve ser feita de forma isenta, e sem o “querer ser”, mas sim, dentro do auto conhecimento e análise de si mesmo e o meio no qual você se inseriu. O meio é sempre um veículo sugestionador. Mas devemos buscar o máximo não ser sugestionado por ele, e não seguir um comportamento X, pois dentro daquele meio é desejado ou valorizado. Assim temos mais chances de deixar nossa real natureza aflorar aos poucos legitimamente e não adotar comportamentos que na íntegra, não faz parte de nosso interior, mas algo incutido pelo meio externo.

Cada um é o que é, e o que somos, por mais que tentemos, não conseguimos deixar de ser. E ter essa clareza exata do que nos predomina, faz com que cada um de nós seja “bem resolvido” com a alma feedist que existe dentro de nós.

Sendo assim, encerro este texto “Caetaneando”...

“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.  





 Bjo da Vênus!



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Mundo Feedee Da Vênus V (Momento Insônia)


Boa Noite Meus Doces Feedists!

A insônia ajuda uma criatura como eu a ganhar mais peso, pois se não temos sono, temos fome. E se temos fome, vamos comer!

No momento saboreando um bolo indiano. O que? Nunca ouviram falar? Nem eu. Mas comprei mais cedo na padaria, achei o nome curioso e a cara atraia. Fui e comprei. Descobri que ele é delicioso. A massa é feita com canela e o recheio é de doce de leite! Ummmmm Muito bom!

Eu poderia oferecer um pedaço pra vocês, mas não divido comida, e nem homem! E lembrei-me de uma música que diz assim: “por tanto amor, por tanta paixão, a vida me fez assim...” Sim, sou egoísta e escondo comida pra não ter que dividir com ninguém  ahahahaha Sou daquelas que come todos os chocolates na rua antes de chegar em casa, só pra ninguém me pedir um pedaço.

E ao final desse bolo maravilhoso que quero comprar mais assim que possível, quero falar algo que senti esses dias sobre Feederism.

Como todos sabem, sou uma feedee, e,  está nos registros desse blog, como me tornei uma. Uma forma genuína e maravilhosa dentro do que hoje posso avaliar com uma amplidão analítica. Porém mesmo com certos questionamentos que talvez sigam comigo até o fim, tenho orgulho no final das contas da forma e ao que fui desperta.
E é exatamente disso que quero falar. Talvez um relato, quem sabe!

O que o Feederism fez comigo!

Longe de ser alguém sem auto estima, mas antes do Feederism, eu não tinha a conexão com meu corpo da forma singular como  tenho hoje. Não falo de gostar do corpo, falo de conexão com seu próprio corpo. Também não falo de obter prazer e conhece-lo através da auto satisfação ou masturbação, como queiram. Falo de algo maior, de algo mais sutil e ao mesmo tempo muito mais profundo do que uma masturbação.  

Falo de sentir seu corpo através do olhar e do toque despretensioso e deixar emergir de dentro de você o prazer por simplesmente ter exatamente o corpo que tem. Sentir a textura da sua pele, a maciez dela, sentir o deslizar de sua mão nos contornos do seu corpo e nas curvas que ele faz. Sentir através do toque o prazer e conforto de uma textura fofa.

Quando eu passei a sentir isso, a fechar meus olhos e me deixar ser levada sentindo de fato meu corpo, eu me conectei a ele de uma forma impar. Isso unido ao observar as proporções maiores, e gostar do que via, e imaginar que ficaria melhor se aqui ou ali ganhasse mais volume, foi me despertando para ser a feedee que sou hoje, (alguns podem entender como gainer, mas prefiro apenas feedee) E essa jornada só acontece sozinha. Ela pode ser conduzida por um parceiro, mas somente você é capaz de sentir. E esse sentir é de dentro pra fora, só pode partir de você mesma.  E a partir dai, esse prazer e alegria com meu próprio corpo só cresceu e nunca mais foi embora.

Eu poderia dizer que o Feederism me libertou, mas não estaria sendo totalmente justa. Embora ele tenha muito a ver com liberdade. O que ele me concedeu foi algo muito mais sublime que foi a intimidade plena e absoluta com meu próprio corpo, não meramente como algo sexual, mas uma fonte de prazer e satisfação infinita que sinto todas as vezes que vou tomar banho e sinto cada curva e textura fofa dele, através das minhas mãos deslizando com o sabonete. Todas as vezes que passo óleo em minha barriga redonda e macia. É uma sensação indescritível que gostaria que todas as mulheres realmente conseguissem ter essa conexão profunda de amor e prazer com seu próprio corpo.  E nem falo que ela deve ter x peso, ou ser assim ou assado pra que isso se estabeleça. Não importa se você está com noventa ou cento e cinquenta quilos. Se descobrir dessa forma não está muito ligado a quanto você pesa, mas a como você pode se entregar ao seu corpo, sem a influência das ideias incutidas em sua cabeça, sem os bloqueios que muitas vezes se tem.

Quantas vezes você se permitiu olhar de verdade pro seu corpo sem pensar em nada, sem critica-lo, apenas observando? Quantas vezes você se abraçou durante o banho, dançou sozinha em homenagem ao seu corpo lindo, ao se ensaboar toda e se sentiu muito sensual e sexy por isso? Sentindo sua barriga, seus seios grandes, as dobras e gordurinhas de seu culote, livre das vozes queixosas e contaminadas pelo vício do padrão estipulado pela maioria?

Olha, eu faço isso quase todos os dias, e me sinto maravilhada! Acho que você deveria experimentar! Faça um teste pelo menos. Fechar os olhos e deixar ir fundo nessa viagem ao seu próprio corpo. Permitir-se experimentar esse prazer tátil, aguçar seus sentidos, seu lado totalmente sensorial.

Muitas mulheres e homens querem ser sensuais e sedutores, e acham que comprando a melhor roupa da moda, a maquiagem certa, o perfume importado da Christian Dior, vai deixa-los sensuais  e atrativos. Mas não é essa a verdadeira sensualidade. Essa vem de dentro e ninguém pode comprar numa boutique. E a sensualidade começa quando você estabelece a paixão pelo seu próprio corpo, tem uma conexão com ele e não acha, sabe que ele é um templo de prazer e sensualidade.  

Bom, o Feederism me deu isso, mas não digo que somente através dele isso pode acontecer. Existem vários caminhos pra nos conduzir a obter satisfação pessoal com o que somos sem restrições externas. O meu foi este. E como o blog é sobre Feederism. A partir dessa ligação, sentir prazer erótico com meu próprio corpo foi uma consequência. Sentir prazer em vê-lo sendo modelado pra formas maiores e grandes, foi outra.  E quanto mais ele cresce, mais fica fofo, mais tenho prazer e alegria em vê-lo assim e penso: “ah só mais um pouquinho de gordura aqui e ali”.

Se você tem prazer com seu corpo magro? Legal! Se o seu prazer é colocar silicone ou ter um bundão duro e sarado, particularmente também acho lindo! Mas o meu prazer e contemplação é ser gorda e poder ter a liberdade de modela-lo da forma e do tamanho que eu bem entender! E não entendo como isso pode ser tão difícil ao entendimento alheio. Como aceitar A e não aceitar B? Programação mental? Admirável chip novo? Abdução extra terrestre em massa pra implante mental? Ah, quem vai saber?!

A única coisa que eu sei é o que me dá prazer, me faz mais feliz e plena comigo mesmo. O resto, como já disse uma vez, a gente come no café da manhã. Quando paramos de viver pelos outros e pra ostentar a quem pouco se importa com você, já que a quer como um gado de rebanho doutrinado a ir sempre pelos mesmos caminhos todos os dias,  aprendemos a ser quem somos de verdade, a deixar fluir quem realmente você é.

E eu sou uma feedee que ama me entregar aos prazeres da boa comida, sem censuras alheias, apenas as minhas quando eu acho que basta. Que ama receber todo esse prazer da comida, através das mãos de um alimentador com carinho, erotismo e sensualidade que nos cabe, e que ama modelar seu corpo, tornando-o mais volumoso, grande e expandido por isso.


O que? Não entendeu nada? Ok! Vamos desenhar! 



Bjo da Vênus!