sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Meu Feeder Preferido


Boa Noite doces e encantadores Feedist!

Como sabem sou uma Mutual, mas tenho esperanças ainda de encontrar o feeder certo para mim. Mas atenção meninos, isso não é um anúncio de coluna sentimental. Apenas quero colocar aqui, o que muitas feedees esperam como um feeder seja e faça. Talvez isso possa ser um manual que diga aos mais novinhos no ramo, o que agradaria sua ou seu feedee. 

Acredito que todo homem que tem em si o instinto e tendência a ser um feeder, tem também forte traço de personalidade para ser um cuidador e provedor. O feeder é o cara que estimula uma feedee a se alimentar para engordar. O perfil de um feeder já está detalhado em outros textos nesse blog. Por ter um instinto de proteger e prover; típico do instinto masculino, o feeder tem isso muito aflorado. Ele precisa sentir que está de alguma forma provendo sua parceira e cuidando dela com todo o carinho que se pode dispensar. O prazer de um feeder é justamente fazer todo o possível para deixar sua feedee feliz com o que lhe dá muito prazer que é comer bem e ter sua libido estimulada sempre dentro do fetiche, pois a mola que impulsiona a libido de ambos é justamente o fetiche que compartilham. 

E se todo feeder tem traços de cuidador a feedee tem de ser cuidada. Ter alguém que se preocupe com sua saúde, com seu bem estar, com sua alegria e, como o processo de engordar e como isso está afetando o seu dia a dia. Feeder descuidado, egoísta, desatento as necessidade da feedee, que não a respeita em suas vontades, que só se preocupa com números marcados na balança e na fita métrica para que seu tesão aumente a cada dia, e em nenhum momento discute com sua parceira se ela está satisfeita, se está feliz e se sentindo bem fisicamente e psicologicamente, tem muito o que aprender ainda. 

E uma coisa muito importante vocês precisam tomar ciência...

Saber que engordar dentro de nossa sociedade não é tarefa fácil e muito menos aceita dentro do meio que qualquer pessoa viva. Seremos pressionadas sempre, todos os dias a emagrecer, criticadas e atacadas porque estamos engordando e não paramos de engordar. Vamos ser alvo de olhares atravessados, cochichos, especulações, suspiros de piedade e todo tipo de piadas possível. E isso dentro da nossa própria família. Porque pras pessoas em geral, quem tem uma boa cabeça, queremos mais é que se danem. Todavia dentro do trabalho que oferece nosso sustento e nossos familiares aí é mais fácil de sermos afetados. E daí é um pulo para entrarmos num conflito grande, entre ceder a nossa vontade e desejo, ou o que nossa família, amigos e parentes nos pressionam. Porque não esqueçam que vivemos sem poder compartilhar nosso fetiche com as demais pessoas, pois elas simplesmente não entenderiam. Nossos pais por exemplo, iam querer nos internar, e no mínimo, nos enviar a um psicólogo. A nossa realidade é uma só. Não temos com quem compartilhar nosso fetiche e aos que engordam por conta dele, são os mais frágeis ao ataque brutal da sociedade que não aceita corpos pesados, quando os vêem como aberrações. Então, cabe ao feeder ficar atento a essa possibilidade e estar preparado para dar um suporte a sua companheira. Assim como aceitar seja lá qual for sua decisão em continuar engordando ou não. Ela poderá não aguentar a pressão e não querer engordar mais. Cabe a você entender sua posição e apoia-la, pois entenda que você não tem que enfrentar as mesmas coisas que ela. 

Feeder que tem vergonha de andar e assumir sua ou seu Feedee...

Por favor, né! Se joga na frente de um trem. Você não serve pra ser um feeder, alias não é! Ter vergonha do corpo obeso do seu companheiro é tão ridículo e um contrassenso que nem dá pra acreditar que tem gente que se diz feeder e vive nessa. Mas há! 

O que eu não entendo é como se pode ter vergonha do peso do seu parceiro, se você o estimula a justamente engordar? Se o corpo grande lhe dá tanto desejo e prazer? Estimula tanto sua libido e sua sexualidade? Todos os feeder de verdade DO MUNDO INTEIRO acham simplesmente lindos corpos obesos e de grandes barrigas, fofos, cheio de dobrinhas de gordura e banhas macias. Ter vergonha do seu companheiro pelo seu corpo, é o mesmo que ter vergonha de si mesmo, pois ele é tudo o que você ama e admira no outro. Uma pergunta pra quem é assim.... Será que você se entende? Porque eu não entendo! Feeder que é Feeder sai "na rua, na chuva e na fazenda" com sua Feedee e tem orgulho de exibir seu corpanzil por aí! Porque o nosso padrão de beleza é justamente esse. Então pra nós é a coisa mais sexy e linda do mundo. 

Feeder e questões financeiras...

Afinal ele é o alimentador então por isso precisa sempre fornecer os alimentos? Os feeder sentem alegria em sim ter possibilidade de fornecer os alimentos. Mas as despesas disso, que não são baratas, podem e devem ao meu ver, ser divididas e cair pro lado que mais tem condições financeiras no momento. A feefee poder levar o que mais gosta de comer por exemplo e ele ocupa o papel de alimenta-la. Isso não tirará dele, a posição de alimentador. Mas é certo que todo feeder tem prazer em comprar, escolher, ou mesmo fazer cozinhando o que seu parceiro gosta. Isso pra muitos é tão excitante quanto o ato de alimentar. Para ele é como um presente, uma oferenda que deve ser confeccionada, escolhida e preparada com todo esmero possível. Eles curtem todo o processo do "alimentismo"; desde a escolha, compra, ou o cozimento das comidas e delícias para ela ou ele. Eles gostam de planejar sessões de stuffing onde há toda uma lista das comidas favoritas do feedee e escolhem as que querem para aquele dia e pensam no prazer que ela sentirá comendo tudo o que mais gosta. Curtem preparar a mesa, servi-la, levar comida a boca e ver a mágica acontecendo; suas barrigas ficando maiores e maiores, inflando como um balão e com isso engordando cada vez mais. As preliminares do sexo já começa nas escolhas das comidas, preparado da mesa, admirar sua companheira se refestelando com tudo o que você escolheu e preparou com todo carinho e atenção, vê-la crescendo, comendo como uma gulosa e se lambuzando com a comida, inflando como um balão e depois o desfecho final que já sabemos qual é.     
  
E isso me faz pensar o seguinte. Os Feeder não são obrigados a saberem cozinhar, mas cá entre nós. Se não sabem, é algo que deveriam aprender e mais rápido possível. Nada é mais agradável e erótico pra nós do que ver nosso parceiro cozinhando especialmente pra nós. Oh Delícia! E ser servidas na cama, então? hum! Uma coisa minha...mas eu acho muito mais sensual fazer tudo na cama, do que comer e ser alimentada numa mesa. Uma cama cheia de doces e delicias irresistíveis servida para você, não tem nada que pague! 

Então se vocês não sabem cozinhar, aprendam! Vão ganhar muitos pontos com isso!

Entendendo uma feedee...

Sabemos que assim como a maioria dos feeders são homens, a maioria das feedees são mulheres. Embora como já foi colocado aqui, existem ambos os sexos em tais papeis. Mas pegando pela maioria, as feedees mulheres tem muito em comum, assim como os feeders também tem. Toda feedee gosta de ter atenção e ser servida e mimada. Gosta de ser elogiada, estimuladas sempre, seja afetivamente ou sexualmente. Ela é gulosa, sensível e tem seus sentidos aguçados; tato e paladar principalmente. Como ela vive sob pressão, seu feeder tem que ser o contra peso ao massacre que ela receberá de todo o resto. Só ele a entende e é com quem ela compartilha o seu fetiche e seus desejos. E a recíproca é verdadeira. Ela também passa a ser com quem ele vive o fetiche, com quem o compartilha e o explora. Até porque, ao contrário das relações convencionais, em nosso meio não há muita concorrência real, principalmente para as feedee. Olha que coisa boa, meninas! Não precisamos colocar cerca de arame farpado em volto dos nossos feeders quando eles não estiverem do nosso lado, porque achar outra feedee é mais difícil do que achar político honesto em Brasília. Já ao contrário, não é tão difícil assim. Basta zapear em alguns grupos, blogs e comunidades Feedist que achamos algum perto de casa. Porque a realidade é que existem mais homens dentro disso, do que mulheres. Feedee dispostas e que tem prazer em engordar, são mais raras ainda. Então sabendo isso, entendam que as feedee são o último biscoito recheado do pacote, a última gota de água do cantil no deserto, a última batata frita da porção. Então se acham mesmo peças valiosas e raras disputadas a tapas, socos e pontapés. E por isso mesmo, podemos escolher e não aguentar nada de ninguém. 

Algumas feedee tem uma certa tendência a ter baixo estima. Claro que isso não é regra e muitas são bem resolvidas. Mas outras tentam passar que são bem resolvidas como uma forma de se protegerem do meio. Mas imaginem quem sempre foi gordinha e já sofreu muita zuação na vida por isso? Já tentou se encaixar para ser mais aceita emagrecendo e não conseguia? Mas a boa nova no mundo Feedist é que passamos de rejeitadas e ridicularizas para deusas de corpos admiráveis. Não nos cabe mais a síndrome da coitada gorda e rejeitada pelos bonitões da vida. Nós podemos escolher! E não esperar sobras de festas depois das três da madrugada. O que tenho pra falar é; ACORDEM! E fiquem atentas aos falsos Fat Apreciator que tem aos montes. 

E quem são os falsos e embusteiros? 

São babacas que circulam no meio das gordinhas, principalmente em grupos e chats. São caras ruins de tudo que não conseguem arrumar mulher e acham que somos alvos fáceis porque somos carentes e rejeitadas pela maioria. Nos vêem como "a comidinha fácil" já que não conseguem pegar ninguém. E porque não conseguem? Porque são uns idiotas sem conteúdo, charme, encanto e nada com coisa alguma. E como não conseguem pegar as "boas e gostosas", vão procurar alvos mais fáceis e disponíveis que na cabeça tosca deles, são as gordinhas. Então eles se mascaram de apreciadores e admiradores das fofinhas, que somos o máximo, mais fogosas, alegres, divertidas, carinhosas, e bla bla bla! Usam, comem e depois descartam. Ridículos. Mas infelizmente muitas caem nessa! Então cuidado!     

Outros embusteiros são os que se passam por Feeder...

Primeiro sinal.... se comportam como se nós fôssemos desesperadas por comida, mortas de fome, que basta uma proposta de "vou te dar muita comida" pra nós caímos na rede! Toscos!  Sexo em troca de comida! Acreditem que eu já encontrei palhaços assim! Falar que é um feeder é muito fácil. Qualquer um que leu um pouco sobre o fetiche pode falar que é, mas ser de fato é que são outros quinhentos. Então nós precisamos ficar atentas para não cair nas redes de cretinos aproveitadores, procurando sexo fácil, falando o que acham que queremos ouvir.  A primeira coisa nisso tudo é que um feeder mesmo não te faz propostas sexuais assim, porque pra ele mais exitante do que falar de sexo, é falar sobre comida, sobre suas preferencias, sobre o quanto você gosta ou quer engordar, como você gostaria de ser alimentada, expor seus talentos como feeder, saber como é seu corpo, onde quer crescer mais, etc, etc. Todo esse papo pra ele, é dez mil vezes mais excitante do que querer saber qual seu posição preferida e do que você gosta ou não gosta, faz ou não faz na hora do "vamo vê". Um feeder não aborda uma feedee dessa maneira. Então se ele está interessado em conversas sexuais e te propõe ou induz a um sexozinho virtual, antes de criar uma intimidade com relação a comida e alimentação. Descarte-o. Ele é um falso feeder, porque a excitação de um verdadeiro feeder,  vem justamente depois de todo esse assunto referente ao fetiche em si. Senão ele não seria fetichista, não é mesmo?  Então fiquem espertas!

Outra coisa que me incomoda muito é que muitas pessoas veem as alimentadas como mulheres que fazem de tudo para ser fartamente fornecida de comida. São interesseiras e "se vendem" por uma mesa de stuffing. Gostam de se exibirem pra envolver os reais fat apreciator pra ganhar dinheiro ou presentes. De fato, esse comportamento existe no meio, mas não deve ser visto como um esteriótipo. E entendam que aproveitadores existem em todos os meios e veículos, onde haja seres humanos. 
Muitas gostam sim de se exibirem, mas não pra atrair quem as faça favores e lhe dê dinheiro, mas porque simplesmente gostamos de mostrar  nossos corpos que pra nós são lindos, motivo de orgulho quando vamos avançando em nossas metas e gostamos de ser elogiadas e admiradas por isso. 

Como é meu Feeder preferido? 

Pra mim ele precisa ser cuidadoso, zeloso, preocupado, atencioso e que viva de fato o fetiche como um estilo de vida. Isso o conduzirá a buscar formas seguras de engordar, e não só traçar meios de engordar mais rápido pra o seu bel prazer. Saber como resolver adversidade no meio do caminho, estar atento a saúde da feedee, mudar estratégias, estar sempre interessado como sua feedee está se sentindo ao passo que engorda mais. Ter orgulho e prazer na transformação dela. Ser participativo sempre e fazer questão que sua feedee seja o agente que decide até onde quer ir em seu crescimento. Que se coloque como um estimulador, mas não controlador e inquisidor. Que exija X ou Y de peso. Ele não tem esse direito e nem é seu papel. Um Feeder tem que ter preocupação com a alegria e felicidade da feedee, porque entende que se ela deixou de ser feliz dentro do fetiche, algo acabou pra ela e ambos devem conversar para ver o que precisa ser revisto e mudado. E ele deve aceitar isso. O feeder dos meus sonhos é um excelente cozinheiro e tem prazer e é uma de suas alegrias cozinhar delícias para sua feedee. Procurar receitas que possa enovar o cardápio e estimular mais o apetite dela, dentro de suas preferencias alimentares; "O que eu posso fazer de diferente hoje que seria maravilhoso para o seu apetite e faria ela crescer mais?". Servi-la como uma rainha, e admira-la enquanto come. E obvio, ser um excelente amante na cama, embora pra nós, o sexo é um completamento para o todo e não o objetivo primordial.



Acho que de sonhos e fantasias é o que mais vivemos não é mesmo? Porque a nossa realidade é dura e na prática é muito difícil achar outro feedist de verdade e não curiosos. Mais ainda é achar quem realmente valha a pena dividir e usufruir juntos desse estilo de vida chamado Feedism. 

Bons e doces sonhos Feedists!   




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Cuidado com a alimentação Feedees


O que nos ajuda a engordar é a quantidade de calorias que colocamos pra dentro e o quanto queimamos. Se ingerimos muitas calorias e não queimamos o proporcional a calorias diárias, acabamos engordando. A velocidade com que engordamos, vai depender do metabolismo de cada um, hereditariedade, predisposição corporal. Então com isso em mente, podemos escolher alimentos como frutas e legumes que contém um número bom de calorias e comer muito disso. O que não podemos e abandonar nutrientes que ajudam nosso corpo a funcionar bem.



As duas frutas mais calóricas da lista acima é banana e manga. A uva é uma boa opção se comermos em grande quantidade.  Aproveitem!




Opções de frutas mais calóricas: 

Açaí: 247 calorias
Manga pequena: 64 calorias
Abacate: 177 calorias
Coco: 266 calorias
Banana média a grande: 111

Gosto de opções de vitaminas de abacate ou banana, acrescentada com aveia, farinha lácta ou neston que aumentam ainda mais as calorias e vitaminas que nos faz bem. Ou seja, unimos o útil ao agradável! 

E pra fechar por hoje




Feedism e BDSM

O que esses dois teriam de comum?





Já vi em alguns lugares se fazer associações entre práticas S/M – Sado Masoquistas e Feederism. E pra alguns,  algumas práticas feedist podem ser consideradas BDSM. Mas vamos analisar os dois lados e ver se realmente tem a ver e o Feedism pode ser encaixado como uma modalidade de BDSM.

O que é BDSM?

É também considerado um estilo de vida, assim como o Feedism, onde no caso do BDSM há um conjunto de práticas bem extensas que são consideradas dentro do S/M. Assim como o Feedism, o BDSM é mal visto e mal interpretado e seus adeptos são alvos de discriminação muitas vezes, e a grande maioria não se revelam como integrantes do estilo de vida, assim como nós.

 Com o livro (horrível por sinal e criticado pelos BDSM, inclusive); “Cinquenta tons de cinza”, algumas práticas ficaram mais conhecidas e choveu curiosos nas salas de chat sobre Sado e mulheres com fantasias de ser uma Anastácia da vida. Como sempre o povo é atraído pelo modismo. Como sou BDSM e frequento salas de bate papo entre os S/M, atualmente há muitos curiosos e aumentou mais, com a grande repercussão que aconteceu com o livro citado. O que irrita os BDSM mais antigos e que entendem a prática como ela é. O livro passou uma ideia de que tais comportamentos sádicos era um desvio psicológico e passível de tratamento, reflexos de traumas adquiridos na infância e juventude, mas que o protagonista precisava se libertar disso, como se fosse uma doença. E eis que surge a salvadora que irá libertar o amado de tais comportamentos doentios.  O que pra nós, BDSM, é completamente inaceitável. E o livro contribuiu mais para que leigos achem que os sádicos são doentes e precisam de tratamento. Porque as pessoas entendem sadismo como algo que os remetem a Serial Killer e psicopatas. O que não tem nada a ver. Mas o que é realmente BDSM?

É dito como um fetiche, mas pra mim é um conjunto de práticas S/M que lhe conduz a um estilo de vida, assim como o feedism. O termo fetiche é inadequado, porque Fetiche nos remete a apenas uma prática, como o fetiche por pés, seios, grávidas, pessoas idosas, imagens, etc.

 Mas porque um não pode ser associado ao outro?

Para que se estabeleça uma prática BDSM é preciso haver sempre uma relação entre duas partes: um submisso e masoquista e um dominador e sádico. Sem o jogo de sadismo e masoquismo – dominação e submissão, não há S/M (abreviação de sadismo e masoquismo) o termo BDSM só surgiu por volta da década de 90, com grupos de discussões na net sobre as práticas e passou-se a usar o acrônimo que abrange e sintetiza as práticas BONDAGE, DISCIPLINA, DOMINAÇÃO, SUBMISSÃO E MASOQUISMO.  Não há tortura (como se entende leigamente) dentro das práticas e tudo o que ocorre é inteiramente consensual. Existe uma regra de ouro entre os BDSM chamada SSC – são, seguro e consensual. Ou seja, um só bate ou usa de força e dominação, porque o outro tem prazer em apanhar e ser dominado. Cada um com o que lhe dá prazer, certo? Seja como for e suas variações de práticas, tudo no BDSM envolve fantasias de submissão e dominação, masoquismo e sadismo.

Quando eu tive contato com Feedism, mesmo sem ler nada a respeito, nem saber sobre termos, definições, sem saber o que era um feeder, feedee, foodee. Eu entendia primeiramente que era um fetiche, pelo meu conhecimento anterior. E tentava entender os comportamentos dentro do que me era familiar; o S/M. Mas não se encaixava. Levei até o assunto pra amigos experientes dentro do BDSM. E nenhum deles conhecia o comportamento (no caso o comportamento típico de um feeder e uma feedee). Eu não conseguia encaixar porque não havia nenhum traço de sadismo nem masoquismo. Não havia dominação psicológica nem física. E mesmo sabendo que existe dentro do BDSM uma prática embora pouco usada, que envolve comida e alimentação forçada. Esta é uma prática disciplinar e dentro de suas variações há a ingestão de comidas desagradáveis para quem está sendo disciplinado, ou privação, ou forçar a comer mesmo que o outro não aguente mais, como um ato de controle e dominação. É uma forma de punição que se entende como disciplina feito pelos Dommes aos seus servos/submissos. Mas como falei, é algo muito raramente usado e o cerne do ato tem a ver com o prazer de ser dominado, controlado e disciplinado pelo seu dono, e não com a comida em si e prazer em comer e ser alimentado, como é o nosso caso. Então por nenhum ângulo os dois estilos de vida se encaixam nesse tocante.

Porém mais a frente, quando passei a ler, interagir e descobrir tecnicamente sobre o Feederism, achei pontos que PODERIAM converger, digamos assim. Não referente a sadismo e masoquismo, mas a controle e dominação psicológica. Fato, infelizmente, digo infelizmente porque é um tipo de comportamento que eu considero um desvio dentro do feedism. Há feeders que tem personalidade controladora e dominadora. Isso não é do feedism em si, mas traços de personalidade que observamos em algumas pessoas ligadas ao fetiche. Eles querem conduzir seu parceiro a metas que eles estipulam, tabela de alimentação, e tudo é controlado todos os dias. O peso, as medidas, o horário das refeições, a quantidade das refeições, stuffing, force feeding (e não duvido que haja casos onde se é induzido mesmo sem a vontade do outro). E a grande maioria desses de mesmo perfil, desejam ter o controle total de seu parceiro, fazendo com que se atinjam níveis tão altos de obesidade que a pessoa não consiga mais fazer suas tarefas diárias mais simples. Há uma personalidade controladora, egoísta e dominadora de um lado. E do outro uma submissa, passiva e frágil psicologicamente. Ela é envolvida pelo poder de persuasão, e cede a tudo o que o outro a induz fazer. E não percebe que está tendo sua vida inteira controlada por outra pessoa mediante os desejos e caprichos que não são dela. A personalidade dominadora e controladora do outro sufocou a voz do “parceiro e faz com que, o que ela deseja e pense fique em segundo plano, ou em plano algum. As maiores candidatas a isso, são pessoas que sonham em serem cuidadas, ter atenção 24 horas, ter alguém de personalidade forte ao seu lado que diga o que elas precisem fazer e como fazer. São pessoas de personalidade submissa na vida e que se sentem bem em serem controladas e mandadas. O que isso não é via de regra aos submissos dentro do BDSM. Geralmente as pessoas tem fantasias de submissão sexual e servidão, mas na vida são pessoas de personalidade forte e confiantes. Uma coisa são fantasias de submissão e dominação e outro bem diferente é sermos na vida cotidiana. 

Mas o  bônus da felicidade, talvez, para quem é submisso na vida e aceita que outro o controle totalmente, é se sentirem servidas e cuidadas, ter um protetor, um zelador e cuidador. Mas esse tão amoroso cuidador que pode parecer doce e encantador, na verdade tem tendências egoístas e coloca a si mesmo como prioridade. O que ele quer é satisfazer seu objetivo e não o que ambos querem.  Então não existe parceria. Todos os comportamentos que pude observar, ele induz o outro a fazer tudo o que quer pelo bem da relação, pelo amor de ambos, “faça por nós, por mim, pelo nosso amor”. E a outra cede feliz da vida, afinal é seu cuidador quem pede. E pode haver prazer e felicidade nisso, mas é induzido pelo poder de persuasão e sedução e não natural que é do próprio fetiche. E muito provavelmente se a relação acabar, acaba também o fetiche e ela fará de tudo para emagrecer, se não se sentir culpada e se odiar ou odiar o outro por a fez engordar tanto. E eu posso ser radical, mas vejo que existe apenas um fetichista aí. O outro cede não pelo prazer do fetiche, mas pela relação que se estabeleceu. Ela (ele) não tem prazer no ato de engordar e fazer stuffings. Ela tem prazer em dá prazer ao outro, em satisfazer as vontades do outro e seu estímulo é a alegria e satisfação do outro e não seu. Então se a felicidade não é por ela, mas pelo outro, não existe dentro dela, o real fetiche despertado.  

Há dominação, controle, e submissão, mas é um tipo que não se enquadra dentro do BDSM. E com um tempo entendi isso. E vi que não havia convergência.

Porém ai sim, há um tipo de dominação e controle que se encaixa no BDSM e acho que é o único ponto de convergência entre os dois. A dominação e controle sexual infringido a outro. Mas no nosso caso, essa dominação é alcançada  pelo peso corporal durante o ato sexual. Existem feedists que sentem muito prazer e fantasiam ser comprimidos na cama, em ter alguém de grande peso sobre ele (ela) , o esmagando, sufocando e dominando. Um domina e o outro é dominado num jogo de prazer erótico. Pronto; damos as mãos ao BDMS. Porque existem práticas de sufocamento e compressão, chamado de facesitting e trample no S/M, onde o prazer está em sentir o peso do outro quando este, senta no rosto no parceiro provocando sufocamento (facesitting). Ou sentir-se esmagado sendo pisado pelo dominador (trample).  E assim como muitos BDSM que curtem ser imprensados, esmagados e ter seu fôlego tirado, muitos feedists também curtem, embora os mecanismos para isso sejam diferentes. Mas daí vem muitas vezes, a causa que levam alguns Feedists quererem atingir grandes proporções corporais. Para usufruírem de corpos pesados e volumosos na hora do sexo.  


Algumas pessoas acham que o force feeding pode ser considerado um tipo de prática BDSM. Bom aí é uma questão interpretativa pelo visual apenas, mas não pelos elementos envolvidos na prática em si. Porque toda prática BDSM deve haver o essencial; o prazer no sadismo de uma parte e e no masoquismo de outra. Dentro de uma relação de dominação e comando por um, e, subserviência total pelo outro. O force feeding dentro do Feederism não tem a ver com isso. Mas sim o prazer pelo ato de comer, alimentar e ser alimentado pelo outro. Acredito que o uso opcional de bondage seja um mero elemento adicional que pode caracterizar uma fantasia apenas, mas a essência motriz entre os participantes do ato que caracterizaria uma real prática BDSM, não existe.  Da mesma forma o contrário; dois praticantes do BDSM lançando mão de um force feeding com Bondage. Se quem alimenta não é de fato um feeder, e quem está sendo alimentada não é nem um foodee nem um feedee, não haverá o prazer erótico pelo ato de comer e servir o alimento, logo não é uma prática Feedist. 





Então pra finalizar...

O BDSM é um estilo de vida, e o Feedism é outro que não tem pontos de ligação, salvo o levantado acima, que embora o efeito seja quase o mesmo, os meios são outros. O que faz os dois fetiches serem distintos e independentes. Nada a ver um com outro! Não precisamos nos enquadrar como BDSM e nem o contrário. Somos grupos distintos. Fetichistas e adeptos de um estilo de vida sim, mas completamente diferentes uns dos outros.