sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Feederism pra vida toda





Pela primeira vez desde que fiquei sabendo da existência de meios virtuais para grupos de pessoas adeptas ao Feederism (feederista ou feedist), eu estou vivendo isolada do contato com esses meios e por consequência, das pessoas de um modo geral. Claro que por escolha própria, devido a uma série de acontecimentos pessoais, mas mesmo assim, ainda recebo e-mails de pessoas que acessam o blog, mesmo que meu atual código de segurança não permita responde-los, mas leio todos.

E esses e-mails são de pessoas querendo saber sobre meu eu feedee, ou reclamando porque não conseguem entrar no grupo de facebook e outros temas. Mas esse tempo eu não recebi um e-mail que seja relacionado com algo reflexivo ou questionador sobre o Feederism de pessoas do meio mesmo. Porque estudantes de psicologia, jornalismo, etc... Sempre me procuraram para escrever matérias e montar certo entendimento do comportamento Feed...

Até parece que as pessoas de fora procuram pensar mais sobre o bojo do Feederism, do que as de dentro. O que pra mim, soa meio ruim, se for verdade; Espero que não seja...

Mas voltando ao meu período de reclusão, estou me sentindo uma ursa gorda em estado de hibernação. E tenho percebido (agora na pele) que o contato com o meio tem um peso muito grande em você que potencializa seus ímpetos e pensamentos relativos ao fetiche/estilo de vida. Porque você está sempre cercado de pessoas compartilhando conteúdo seja através de imagem ou da troca de ideias. Independente se esse conteúdo é sexual ou não, ou ativa o seu desejo sexual. Os contatos que fazemos nem sempre tem essa natureza. Às vezes a troca de experiências e situações do dia a dia entre duas amigas ou mesmo dentro de certo grupo virtual de relacionamento, te impulsiona bastante no que te amina; se é engordar, comer, mulheres gordas, se estufar, trocar receitas deliciosas, dicas de stuffings, jogos sexuais com comida e estufamento, etc. Por mais que você não interaja diretamente com ninguém, e permaneça calado, apenas observando, mas você estará sendo “alimentado” todos os dias com conteúdo feed.

Essa conclusão, mais do que destacar como é importante os meios (de qualquer local do mundo) virtuais de relacionamento que reúnem pessoas como nós, também destaca pra mim em especial, uma necessidade íntima que existe no Feederism do compartilhamento de nossas naturezas para que nos sintemos plenos no que somos. A plenitude só vem com o compartilhamento na vida real, mas sabemos que uma esmagadora minoria tem a oportunidade de viver o Feederism a dois na vida real seja pra encontros rápidos, e que dirá pra relacionamentos em longo prazo.

A falta dessa realidade concreta, faz com que valorizamos muito a realidade virtual (se é que podemos usar a palavra “realidade” em algo que existe somente através da tela fria de um computador).

Mas a realidade virtual é o que a maioria pode ter e satisfaz até certo ponto. O sexo virtual dentro dos elementos peculiares que compõe o nosso fetiche é feito através dessa realidade. Se eu já tivesse feito sexo virtual no fetiche, eu me pergunto agora se foi real. Bem, foi pra mim, não so real, mas concreto! Todavia se foi pra outra pessoa, não tenho como saber. Foi algo que fiz sozinha, senti sozinha e não pude ser sentida nem sentir nada, além do sabor dos alimentos e da excitação que esse sabor me dava, somada as palavras lidas na tela do computador digitadas por outra pessoa. Poxa, falando assim parece que a parada foi ruim, né! Mas calma lá .... Eu disse acima “se eu já tivesse feito” ... kkkkk  Acredito que tenha sido muito bom, principalmente se foi na fase de descobertas do fetiche em mim e do que podemos fazer quando estamos trocando isso com outra pessoa que nos provoca atracão sexual. Afinal já dizia Fernando Pessoa; “ Tudo vale a pena, se a alma não é pequena” e se a alma é medida pelo peso e tamanho do corpo físico, a minha alma deve ser grandinha rsrs 

Talvez contradizendo minha última postagem, onde citava exatamente que nunca havia me afastado do meio feedist como muitos de meus amigos faziam, mesmo que por um tempo e não me via fazendo isso. Mas essa é minha realidade agora, não pelas mesmas causas, não é um fato que estou lidando. E o que eu posso dizer é que essa é a melhor maneira pra quem está querendo diminuir e até adormecer os comportamentos e impulsos feedist. Porque sem toda a ostensiva interação do meio, você de certa forma vai se envolvendo cada vez mais com o dia a dia e se concentrando em tudo que não envolve o Feederism.

E às vezes isso é muito viável pra quem está investindo numa relação “convencional”, está procurando controlar certas taxas corporais, ou perder peso, ou tentando ser alguém diferente fugindo das tentações rsrs E funciona!

Pra mim, tenho me envolvido em tantas outras coisas que posso dizer que essa parte está bem menos atuante e meio que em standy by em comparação de quando eu estava em contato com tantas pessoas.

Mas agora posso dizer que mesmo nos isolando do convívio de um núcleo, não podemos deixar de ser quem somos. É impossível pra eu ir numa festa ou almoço na casa de parentes e não pensar no quanto de comida que terá lá e o quanto eu irei comer até passar mal. É impossível passar por um espelho e sem perceber, estar dando uma conferida nas dobras, nas pernas e gorduras das costas pra ver se aumentaram de tamanho. Não tem como não sentir satisfação quando dou um tchauzinho e sinto as banhas do braço balançando. Quando tomo banho e posso contemplar as banhas e toda a circunferência da minha barriga, ou a alegria infantil de deitar com a barriga cheia depois de comer uma maravilhosa refeição. Porque tudo isso, fazemos sem perceber, sem nos ater, de forma totalmente natural como se fosse, e é, parte do nosso comportamento do dia a dia.  

Da ultima vez que fui a um restaurante com meu feeder, estávamos num buffet self service e cada um estava colocando sua comida. Eu demoro bastante pra colocar a refeição, olho o que vou colocar no prato primeiro, minhas comidas preferidas, o que vai ficar perto do que no prato e vou arrumando tudo. Quando eu terminei, fui sentar primeiro. Ele ficou esperando terminar de prepararem uma comida japoneza. E escolhi o local onde me atraiu mais aos olhos, longe de muita gente. E nem esperei ele chegar, comecei a comer. Mas quando ele sentou, depois de alguns minutos, começou a sorrir e eu perguntei; “que foi”? E ele disse: “É que quando você namora muito tempo uma feedee como eu, você aprende a reparar em alguns detalhes e ver como é lindo isso... como ela coloca cuidadosamente a comida no prato, arrumando tudo com muito cuidado e carinho, não importando o tempo que vai demorar. E enquanto as mulheres geralmente escolhem sentar perto da televisão ou na entrada... diferente, ela escolhe sentar justamente em frente ao buffet de sobremesas e fica de canto de olho paquerando com cada doce, avaliando e com olhos de devoradora pra cada pessoa que vai pegar um pedaço de doce. Você não reparou mas, quase voou no pedaço de torta que o senhor acabou de pegar dizendo; “é meu, me dá”.

Eu ri muito depois que ele falou aquilo, porque foi exatamente desse jeito e eu não percebia. Cada pessoa que ia lá pegar um doce, eu ficava olhando meio que babando. E olha que eu já estava com um prato imenso de comida na minha frente. Mas é nosso instinto, que não importa com quem você esteja se relacionando no seu dia a dia, pela internet ou na vida real, esses comportamentos simplesmente expressam parte de você, e como você olha pro mundo a sua volta e sua relação com um dos atos mais básicos do ser humano que é comer.

Então a conclusão que eu chego é que o meio feed potencializa sim nossos ímpetos e desejos, nosso fetiche. Mas ele não faz sermos o que não somos interiomente. Tão pouco faz deixarmos de ser o que somos. Que é algo tão natural que fazemos sem perceber nas pequenas coisas do dia a dia.

E talvez, cientes disso, que nosso DNA feed está conosco, e é pra vida toda, possamos aceitar melhor, planejar e refletir como conduzir essa parte em nós da melhor e mais saudavelmente forma possível, tanto para a saúde mental, psicológica, social, como do nosso corpo físico e com isso, vivermos mais felizes, assim do jeitinho que somos e ainda continuar voando como os olhos no prato alheio sem culpa rsrs. 

Meu afastamento do convívio direto com as pessoas na internet amorteceu meu ritmo, porque hoje ocupo meu tempo vendo muito mais coisas, mas em momento algum me desliguei do que sou com relação a minha alimentação, gula e com meu próprio corpo.
Talvez porque, uma vez que você entende o que é, você o é 24 horas por dia, mesmo que não perceba isso.

 Venus Willendorf


  Pra ser nós mesmos! Fica a dica pra quem quiser aproveitar! 



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Comunicado!




Aproveitando a postagem do artigo do Sr. Moraes, quero comunicar aos nossos seguidores e de todos os outros ambientes virtuais os quais eu criei desde fevereiro de 2014, com o surgimento desse blog; Feederism Brasil que trouxe depois outros ambientes na internet e depois celular, que por motivos diversos, já explanados em nosso grupo de Facebook, estou desde agora a frente apenas desse meu universo particular a qual me dedico, hora mais atuante, hora mais ausente, mas sem perder o foco do que é uma parte (a mais tenra e saborosa) de mim mesma: este blogger e o próprio Feederism que está em mim em todas as horas do meu dia e pra isso, eu não dependo de internet, uma vez que é parte do que eu sou e amo ser exatamente deliciosa desse jeitão fofo e redondo assim! 

Para algumas pessoas amigas, quero tranquilizar que a Vênus não vai abandonar nada do que foi dedicado tempo, carinho, zelo e vontade! E esse trabalho vai continuar, mesmo que em outros ambientes a Vênus não esteja mais a frente. 

Todavia talvez seja tempo de novos projetos, novos caminhos e sabores para experimentar e explorar! 

Bjo da Vênus!
  




Conflitos pelo Sr. Moraes


Bom dia ao mundo Feedist!

Abro esse blog para a publicação de um artigo escrito por um de nossos seguidores que já participou aqui de uma entrevista! 

Senhor Moraes...

"O mundo feedist gera muitos conflitos internos, já que mexemos com a estética diferente da nacional e comum, somos bombardeados por mulheres de quadril largo e cintura fina e homens sarados com o abdômen tanquinho, definidos e cheio de curvas naquilo que é considerado “no lugar certo” pela televisão, pelas revistas, mídias e etc. Isso representa a sensualidade, a beleza e algumas vezes o poder. 

Mas aquilo que é definido pela maioria talvez não seja algo tão belo para nós ou que nos atraiam tanto, sobre nossa ótica está a beleza de ganhar peso, estufar ou compartilhar isso com algum parceiro ou parceira e essa é a parte complexa.

Como já disse antes, trabalho com a estética que considero padrão para a maior parte das pessoas, isso gerava em mim um terrível conflito, onde por um lado meu lado pessoal queria estufar as mulheres e pelo outro eu necessitava que elas se transformasse em  deusas do que é tido como belo pela sociedade, ambos lados fazem parte de mim esse foi o primeiro passo para diminuir meu conflito, sou os dois e não um ou outro, o duro de ser adepto desse fetiche é que em todos lugares existe comida, isso atiça a fantasia e o fetiche, talvez seja uma questão de interpretação sobre como as coisas interagem e como nos as olhamos.

Por muito tempo esse conflito interno versus mundo externo, me deixava confuso, triste e ás vezes magoado comigo mesmo, me perguntava por que eu gostava disso? Por que não consigo lidar direito com isso? – até hoje não consigo – Por que não pode ser mais fácil? Por que não encontro mais pessoas na minha região que gostam disso? Tantas questões, tantas brechas e nisso minha vida ia indo pelo ralo, essa parte do meu ser eu não conseguia satisfazer e transformá-la em algo real, em algo palpável, esse foi o momento que sentia-me flagelado pelas meu fetiche, era uma dor horrível, não ser compreendido sobre algo é sempre doloroso, não precisa ser nisso, sobre qualquer coisa, comecei a parar e refletir sobre esse impulso, sobre essas dúvidas, magoas, olhei para mim mesmo e não gostei do que vi, o problema não é o fetiche mas é o que faço dele, é parecido com uma desintoxicação, as coisas estão todas lá fora mas você muda seus valores sobre elas.

No meu mundo perfeito, existiriam varias mulheres que gostavam de estufar e eu poderia estufa-las a vontade sem ser julgado, no mundo real TUDO É JULGADO, independente do que fez, faça ou venha a fazer, seja por você mesmo ou pelo outros, nosso conflitos talvez possam vir disso, entre o mundo do julgamento e o mundo das atitudes, os impulsos só foram melhorar quando comecei a notar que os valores que eu colocava nesse fetiche era mais alto do que eu colocava em outras coisas que poderiam vir a ser mais importante na minha vida, eu escolhi as prioridades que achava muito importante, mas não eram tanto assim, é logico que realizar um fetiche é algo importante na nossa vida, como disse antes isso é algo que faz parte de nós, no intimo da gente, isso tem prioridade mas não tão alta em relação a outras coisas, em razão do fácil acesso aos gatilhos mentais do fetiche é fácil entrar em parafuso ou enlouquecer ao ver o potencial de algumas pessoas que desconhecem esse mundo.

 Reflita, pare e pense, de um passo para trás, analise a sua vida como um todo, se controle, não se desespere, são coisas simples que fazemos para tudo na vida mas não usamos essas ferramentas para isso, esse é o nosso mal, não é que as pessoas possam nos julgar mas sim nos não sabemos como nos expressa direito, por que não conseguimos entender como isso pode afetar nossa vida, nosso cotidiano, nossa relação interpessoal, reflexões são coisas dolorosas e levam tempo para a maturidade chegar, coisas que não conseguimos ver pelo impulso selvagem, talvez seja visto se pararmos e pensarmos, conversar com pessoas do nosso circulo intimo com maturidade e não como selvagem, ajuda a mudar a forma como os outros nos veem e como nos encaramos o fetiche.

Trabalhei em um lugar aonde havia uma moça homossexual, um dia ela comentou comigo sobre a sexualidade dela, dizendo o quão difícil era para ela ser assim, ninguém a entendia, por isso ela só falava para poucas pessoas isso, essa foi minha deixa para falar sobre o meu fetiche também, eu não estava em posição de julgar ninguém, já que também não tinha compreensão da sociedade, nunca usei termos como “bizarros” ou depreciativos quando falava sobre o nosso mundo, sempre disse que era algo “exótico”, isso fez com que a minha relação de amizade com ela se transforma-se em algo mais honesto e respeitoso.


Espero que com esse texto as pessoas possam se encontrar um pouco mais, se auto conhecerem melhor, a cima de tudo, amadurecer seu fetiche nesse mundo louco que nos cercam, o mundo não vai mudar, mas nos podemos mudar sem perder a essência do que somos e sem se desesperar. "