quarta-feira, 20 de julho de 2016

Comunicado!




Aproveitando a postagem do artigo do Sr. Moraes, quero comunicar aos nossos seguidores e de todos os outros ambientes virtuais os quais eu criei desde fevereiro de 2014, com o surgimento desse blog; Feederism Brasil que trouxe depois outros ambientes na internet e depois celular, que por motivos diversos, já explanados em nosso grupo de Facebook, estou desde agora a frente apenas desse meu universo particular a qual me dedico, hora mais atuante, hora mais ausente, mas sem perder o foco do que é uma parte (a mais tenra e saborosa) de mim mesma: este blogger e o próprio Feederism que está em mim em todas as horas do meu dia e pra isso, eu não dependo de internet, uma vez que é parte do que eu sou e amo ser exatamente deliciosa desse jeitão fofo e redondo assim! 

Para algumas pessoas amigas, quero tranquilizar que a Vênus não vai abandonar nada do que foi dedicado tempo, carinho, zelo e vontade! E esse trabalho vai continuar, mesmo que em outros ambientes a Vênus não esteja mais a frente. 

Todavia talvez seja tempo de novos projetos, novos caminhos e sabores para experimentar e explorar! 

Bjo da Vênus!
  




Conflitos pelo Sr. Moraes


Bom dia ao mundo Feedist!

Abro esse blog para a publicação de um artigo escrito por um de nossos seguidores que já participou aqui de uma entrevista! 

Senhor Moraes...

"O mundo feedist gera muitos conflitos internos, já que mexemos com a estética diferente da nacional e comum, somos bombardeados por mulheres de quadril largo e cintura fina e homens sarados com o abdômen tanquinho, definidos e cheio de curvas naquilo que é considerado “no lugar certo” pela televisão, pelas revistas, mídias e etc. Isso representa a sensualidade, a beleza e algumas vezes o poder. 

Mas aquilo que é definido pela maioria talvez não seja algo tão belo para nós ou que nos atraiam tanto, sobre nossa ótica está a beleza de ganhar peso, estufar ou compartilhar isso com algum parceiro ou parceira e essa é a parte complexa.

Como já disse antes, trabalho com a estética que considero padrão para a maior parte das pessoas, isso gerava em mim um terrível conflito, onde por um lado meu lado pessoal queria estufar as mulheres e pelo outro eu necessitava que elas se transformasse em  deusas do que é tido como belo pela sociedade, ambos lados fazem parte de mim esse foi o primeiro passo para diminuir meu conflito, sou os dois e não um ou outro, o duro de ser adepto desse fetiche é que em todos lugares existe comida, isso atiça a fantasia e o fetiche, talvez seja uma questão de interpretação sobre como as coisas interagem e como nos as olhamos.

Por muito tempo esse conflito interno versus mundo externo, me deixava confuso, triste e ás vezes magoado comigo mesmo, me perguntava por que eu gostava disso? Por que não consigo lidar direito com isso? – até hoje não consigo – Por que não pode ser mais fácil? Por que não encontro mais pessoas na minha região que gostam disso? Tantas questões, tantas brechas e nisso minha vida ia indo pelo ralo, essa parte do meu ser eu não conseguia satisfazer e transformá-la em algo real, em algo palpável, esse foi o momento que sentia-me flagelado pelas meu fetiche, era uma dor horrível, não ser compreendido sobre algo é sempre doloroso, não precisa ser nisso, sobre qualquer coisa, comecei a parar e refletir sobre esse impulso, sobre essas dúvidas, magoas, olhei para mim mesmo e não gostei do que vi, o problema não é o fetiche mas é o que faço dele, é parecido com uma desintoxicação, as coisas estão todas lá fora mas você muda seus valores sobre elas.

No meu mundo perfeito, existiriam varias mulheres que gostavam de estufar e eu poderia estufa-las a vontade sem ser julgado, no mundo real TUDO É JULGADO, independente do que fez, faça ou venha a fazer, seja por você mesmo ou pelo outros, nosso conflitos talvez possam vir disso, entre o mundo do julgamento e o mundo das atitudes, os impulsos só foram melhorar quando comecei a notar que os valores que eu colocava nesse fetiche era mais alto do que eu colocava em outras coisas que poderiam vir a ser mais importante na minha vida, eu escolhi as prioridades que achava muito importante, mas não eram tanto assim, é logico que realizar um fetiche é algo importante na nossa vida, como disse antes isso é algo que faz parte de nós, no intimo da gente, isso tem prioridade mas não tão alta em relação a outras coisas, em razão do fácil acesso aos gatilhos mentais do fetiche é fácil entrar em parafuso ou enlouquecer ao ver o potencial de algumas pessoas que desconhecem esse mundo.

 Reflita, pare e pense, de um passo para trás, analise a sua vida como um todo, se controle, não se desespere, são coisas simples que fazemos para tudo na vida mas não usamos essas ferramentas para isso, esse é o nosso mal, não é que as pessoas possam nos julgar mas sim nos não sabemos como nos expressa direito, por que não conseguimos entender como isso pode afetar nossa vida, nosso cotidiano, nossa relação interpessoal, reflexões são coisas dolorosas e levam tempo para a maturidade chegar, coisas que não conseguimos ver pelo impulso selvagem, talvez seja visto se pararmos e pensarmos, conversar com pessoas do nosso circulo intimo com maturidade e não como selvagem, ajuda a mudar a forma como os outros nos veem e como nos encaramos o fetiche.

Trabalhei em um lugar aonde havia uma moça homossexual, um dia ela comentou comigo sobre a sexualidade dela, dizendo o quão difícil era para ela ser assim, ninguém a entendia, por isso ela só falava para poucas pessoas isso, essa foi minha deixa para falar sobre o meu fetiche também, eu não estava em posição de julgar ninguém, já que também não tinha compreensão da sociedade, nunca usei termos como “bizarros” ou depreciativos quando falava sobre o nosso mundo, sempre disse que era algo “exótico”, isso fez com que a minha relação de amizade com ela se transforma-se em algo mais honesto e respeitoso.


Espero que com esse texto as pessoas possam se encontrar um pouco mais, se auto conhecerem melhor, a cima de tudo, amadurecer seu fetiche nesse mundo louco que nos cercam, o mundo não vai mudar, mas nos podemos mudar sem perder a essência do que somos e sem se desesperar. " 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Loner




Boa noite Feedists, simpatizantes, e porque não, meu boa noite também aos curiosos navegantes que sei ser bastante em busca de entender melhor sobre o Feederism! 

Muitas pessoas se queixaram... por que o blog estava parado? Mas acredito que tudo tem seu momento certo. 

Chegaram a me perguntar  se eu tinha abandonado ou dado um tempo do Feederism. Já vi muitos dos meus melhores amigos fazendo isso, mas eu não me vejo saindo do Feederism. 

Bom, me ausentei apenas de aparições frequentes na net, mas não dei um tempo do Feederism. Acredito até que isso não tenha como. Uma vez que creio  firmemente que o Feederism é parte do que somos. Se não deixamos de ser quem somos, também não largamos o que nos compõe, pois está aderido em nós, na nossa composição pessoal.

Estava realmente num tempo de fazer algumas reflexões e investindo em novos projetos para o próprio Feederism e meu trabalho nesse meio virtual no Brasil. E durante esse tempo pensei em muitos assuntos pra trazer pra vocês. E ainda escreverei  sobre cada um deles, mas me sinto nesse momento motivada , e quem sabe, tocada na alma a escrever  esse texto, o qual remete a palavra de origem inglesa que é título: LONER – Solitário.

Talvez seja a palavra que melhor defina um Feedist, ou  Feederista (abrasileirando). Incluo  aí nesse bojo plural e repleto de pessoas que de alguma forma vê acolhimento em nós; carentes, mal resolvidos, e pessoas com fortes conflitos íntimos e dificuldade de auto aceitação. Todo esse cenário nos leva a ver instabilidades e a comportamentos extremistas que vai da negação total de se permitir estar no meio feedist, a um vício de estarem 24 horas fissurado em sites de modelos gordas, em vídeos, em formas novas de se estufar, de engordar, se lançando desesperadamente na comida, se excitando com tudo isso e se masturbando todos os dias ao ver um vídeo, ao se estufar, ao perceber que engordou, comendo ávidos, grandes quantidades de comida, e, pensando constantemente como ficará mais gordo. Chegando ao ponto de atrapalhar seu trabalho, estudo ou convício social. E nisso, dependendo de suas personalidades, promovem verdadeiras caçadas ao sexo oposto na tentativa de estar o mais perto possível de alguém que possa minimamente aliviar sua solidão e falta de quem dividir suas questões internas e de satisfazer suas fantasias mais secretas.  Ou vivem no silencio, nas sombras, observando sem coragem de se expor e poucas vezes interagem verbalmente com alguém que encontram.  Muitos são tímidos, envergonhados  e com fortes dificuldades de aceitar o que os motiva a estarem justamente ali. E muitos, diante de uma possibilidade real, congelam! 

O Feederism, como qualquer outro modo de vida que mexe com nossa sexualidade, pode ser tão nocivo como uma doença psicológica se este está em desarranjo no emocional e na psique do indivíduo. Assim como o apetite sexual, quando é intenso e descontrolado, que vira ninfomania, onde interfere diretamente  na saúde social, física e emocional  da pessoa  e faz  suas relações interpessoais serem mal conduzidas e conturbadas. E a própria pessoa se sente suja as vezes. Anormal, doente, bizarra, e quer se livrar a todo custo daquilo. Fecha todas as contas, sai de qualquer ambiente Feedist, deixa de falar com as pessoas que conheceu no meio. E quer viver apenas no mundo “normal”. Afinal é tudo mais fácil quando se é normal! Será?

Mas todos esses comportamentos instáveis e desequilibrados, incoerentes e confusos, a meu ver tem apenas uma causa capital; a solidão de não termos com quem dividir e compartilhar isso que realmente nos entenda e seja como nós. Não no meio virtual, mas no mundo onde de fato vivemos; no concreto.

Sair de nada adianta, pois não conseguimos enterrar seres ainda vivos dentro de nós mesmos na tentativa vã de sepulta-los, pois eles irão revirar, espernear, gritar e empurrar a terra sufocante de todas as formas. Mas conseguimos até certo ponto conter e diminuir as ações que os conduz a comportamentos repetidos e constantes quando estamos em troca direta nos meios feedists. Mas isso resolve a questão? Acredito que só piora, dependendo do caso.

E em meio a tanta turbulência solitária, as vezes olhamos a nossa volta e tudo parece falso, vazio, estranho e sem sentido. E quantos não pensaram: “ Mas que mundo é esse (o do Feederism), preciso sair disso, só tem anormal, malucos”! Mas quem sabe essa sua ótica não seja o reflexo de si mesmo?! Mas sem poupar críticas, você se afasta na tentativa de “ser normal” e viver longe desse mundo estranho. Mas será mesmo que se isolando você está se livrando desse mundo? Talvez das pessoas sim, mas o mundo feedist não começa pelas pessoas, mas por você mesmo! 

Mas pra concluir, gostaria de fazer alude a algumas frases de conhecimento popular que se relaciona com as reflexões acima levantadas!

O ser humano é um produto do meio” – Karl Marx

 Mas se o meio tem o poder de produzir o que o ser humano se torna, porque o resultado dessa produção, no caso você, está em conflito? Será que é com o que você realmente é, com o resultado artificial imputado a você que estão em conflito? Afinal, quem é você? Ou talvez a questão seria; Como viver como produto do meio, sendo o que você é?

Você é aquilo que pensa ser sobre si mesmo “  - Mas baseado em que ou quem, você fez o juízo sobre si mesmo?

E por fim, um provérbio chinês:

Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa”.  Baseado na mesma conceituação disso, posteriormente Charles Sykes disse: “ Antes de tentar arrumar o mundo, tente arrumar seu próprio quarto”, embora a frase ficou atribuída a Bill Gates, mas originalmente ela não é.

 Em suma, muitos criticam duramente o mundo do Feederism, e eu não me desvinculo desses “muitos”, cada um com sua ótica. Seja nos veículos brasileiros, ou estrangeiros. Muitos dizem que esse mundo assombra, traz perplexidade e extremismos bizarros. Ou é underground, marginal, proibido, anormal, grotesco e com tendências a desequilíbrios e confusões doentias.

Podemos concluir que; se o ser humano é produto do meio, por que um determinado meio não é exatamente produto de quem vive nele e o compõe?  Logo, se o meio Feederism, como muitos alegam é assim, ele não estaria fazendo outra coisa, além de refletir quem compõe esse meio? E pegando a primeira frase: “Você é aquilo que pensa ser sobre si mesmo”! Quem tem o único poder de qualificar você, é somente você mesmo, uma vez que é você quem recebe as informações externas e tem o papel indissolúvel de qualifica-las como boas ou ruins e anexar pra si e sobre si. 

E aí vem a célebre frase: “ Comece a arrumar seu próprio quarto. E ele está uma bagunça, como querer  lançar juízo sobre outra bagunça, quando ela é reflexo da sua?
Será, apenas por mera e rasa hipótese, que o meio é anormal, porque você se enxerga no fundo assim? É marginal, proibido, doentio, não seria você a se ver dessa forma?

Acredito que se nós mesmos não mudarmos como pensarmos e nos enxergamos sinceramente a nós mesmos, o nosso mundo feedist será reflexo do que pensamos e enxergamos sobre nós mesmos. Mas o que mata é ser um solitário e não ter um cúmplice que entenda e apreciem juntos o que cada um é!  Mas o isolamento não traz qualquer benefício a isso, pelo contrário. Só faz nosso meio mais confuso e escasso, condenando todos a viver em suas ocas, isolados, confusos, e se achando um estranho no ninho...

Vênus Willendorf



You are not alone !