Saudações Feedists ao público em geral!
Como prometido, irei trazer mais de uma matéria para o blog esse mês, pra compensar a falta no mês passado.
A Luana abriu uma enquete no nosso grupo Feederism Brasil do Facebook, perguntando sobre como cada membro se identificava dentro do próprio feederism, tendo em vista que há vários personagens que nos compõe.
O interessante foi que ela abriu um leque maior que se considera, e eu mesma, considero a base dos personagens do Feederism. Incluindo os Stuffers, FA'S, e me surpreendi o número de pessoas que se consideraram stuffers. Um tipo que não é muito abordado, ou descrito nas leituras feedists aqui no Brasil.
Vendo como os membros estão se entendendo dentro desse novo mundo que se apresentam a eles, pois a maioria do grupo, são pessoas em fase de descoberta de si mesmo e do próprio feederism, não sabendo ainda o que afinal, é sua natureza dentro disso, se realmente há algo em si que pertence a esse mundo, e se sim, como o feederism se desenho dentro deles.
Acho oportuno, por assim dizer, trazer esse texto que está comigo há bastante tempo. Não foi escrito por mim. O texto não é meu e sim de um leitor do blog, um contribuinte que me enviou, e acho de grande valia traze-lo nesse momento, afinal, ele fala para aqueles que estão entrando, e se descobrindo, ou querendo se descobrir como Feedist.
"Diante da sociedade atual, o conflito principal existente se divide em três etapas, todas num mesmo patamar de importância, e por vezes, borbulha numa tensão íntima em cada indivíduo; Quem somos, quem devemos, e quem gostaríamos de ser?
O meio social desempenha de forma magistral o papel de martelo, nos esmagando diariamente com dogmas de perfeição inatingíveis, com modelos de comportamento e expectativas de pessoas que nem conhecemos, mas, desejamos desesperadamente a aprovação. Em busca disso, nos sacrificamos, nos colocamos sobre bandeiras falsas do que somos e nos perdemos na busca infinita entre o eu interior e nossa felicidade verdadeira.
Ainda assim, por mais que a sociedade seja implacável e impiedosa conosco e em nossas frágeis psiques, sejamos mais que fantoches sem alma, feitos para serem controlados pela mídia e sua terrível hipnose para a aceitação das massas e por pessoas sem rosto em meio à multidão.
Lutamos para nos libertar, para sair da berlinda que é a busca pelo corpo perfeito, escultural e modelado aos padrões de uma perfeição andrógina e magérrima. Em meio a essa luta, esse pleito silencioso, é a guerra contra a pressão social, a qual nos encontramos, procurando nos libertar e assim, nos transformamos em seres mais profundos e mais originais do que nunca, aceitando quem somos e o que desejamos realmente ser, sem o medo das represálias sociais.
Mas o que nos tornamos? Adeptos a um estilo de vida? Ou escravos da nossa carência e desesperados pela aceitação de estranhos a ponto de nos tornarmos o que não somos? Como saber se estamos realmente livres?
O conhecimento nos libertará e nos orientará e apenas sabendo exatamente como são os mantos que abraçamos, podemos talvez entender realmente quem somos nesse mundo, o mundo do feederism.
Inicialmente gostaria de abordar aqueles que amam comer, que não resistem a um ótimo prato de comida, um churrasco e não medem esforço quando o assunto é comemorar com uma boa guloseima. Conhecidos como aqueles mais joviais nas festas, aqueles com o brilho no olhar e o prato de salgadinhos a disposição, essas pessoas são Foodes.
Amor pela comida e comer, amor por aproveitar a vida e ser feliz com o mínimo de preocupação, são pessoas que eventualmente ganham peso, mas não tem isso como foco determinante, seu foco é aproveitar os sabores da vida e não se preocuparem quando ou o quanto vão comer além da sua satisfação.
Logo, temos aqueles que amam ver uma pessoa comer, lhe cuidar, cozinhar ou lhe dar guloseimas, demonstrar seu carinho e seu afeto através da comida, através do ato de dar comida a seu alvo de afeição. O feeder, como é conhecido, é uma figura icônica e pivotal na relação do feederism. Conhecido por gostar de não apenas alimentar aqueles a quem tem carinho, mas também por gostar e apreciar o resultado de seu cuidado e zelo em forma de alimento ser transformado em uma marca física e real, palpável. Claro, não apenas definido pelo desejo de cuidar e alimentar aqueles que gosta, o feeder também é conhecido por estimular a pessoa a comer, a aproveitar cada momento possível para apreciar o resultado de seu estimulo e carinho, contudo, mesmo possuindo esse comportamento, é necessário ressaltar que nem sempre o feeder possui inclinação sexual para com uma pessoa por mais que este a deseje maior ou mais gorda, em alguns casos, mesmo que de menor incidência, um feeder pode gostar de ver aqueles que ama mais gordinhos apenas por amor incondicional.
Como uma tia que alimenta um sobrinho e prefere ver a criança gordinha ao invés de mais magra, ou a dona de um gato que prefere ver o animal mais fofo ao invés de magro.
Em seguida, temos o segundo papel pivotal nas relações regidas pelo Feederism, única em cada mulher mesmo quando segue padrões similares. Gulosa, uma verdadeira glutona, sem pudor com a sociedade, devassa diante de um banquete, a feedee, a mulher que come com o maior dos prazeres, que come com o simples desejo insaciável de satisfazer seu estomago e expandir suas curvas. A feedee é uma eterna apaixonada por si mesma, é uma mulher que descobre uma nova dimensão de si mesma, uma dimensão sensual e curvilínea, algo que desperta nela um desejo na maioria das vezes sexual, que lhe atiça e lhe compele a comer pelo simples prazer de sentir suas curvas pressionando contra o tecido das roupas, seu corpo mudando diante de seus olhos e toda sua vida alterar-se a cada quilo.
Não é raro uma feedee, verdadeira quando acompanhada de um feeder, ganhar quantidades de peso consideráveis em pouco tempo. Quando sozinha no entanto, isso tende a ser mais gradual. Apesar da sociedade tentar intimidar essas mulheres e em raros casos homens também a temerem doenças relacionadas a obesidade, muitos se revoltam e simplesmente deixam de ligar e viver com medo disso, preferindo comer o que verem pela frente em prol de seu desejo maior de expandir seus corpos, vistas com mais frequência nos EUA feedes verdadeiras podem chegar até 250kg sem o menor receio de problemas de saúde, e talvez até com mais saúde que muitas pessoas da geração ratos de academia.
Em seguida temos o Gainer muito similar a Feedee em termos de comportamento, o Gainer possui apenas algumas diferenças com relação ao anterior, seu desejo é maior e mais forte, não focado apenas na comida, mas sim no ganho de peso, nada é mais importante do que ganhar a quantidade mais massiva de peso em menor tempo, recorrendo a remédios, suplementos, formulas e qualquer outra coisa que faça seus corpos crescerem, mesmo não havendo nesse perfil um amor tão explicito pela comida gourmet.
Dessa maneira, são apresentados os quatro pilares fundamentais que categorizam os caminhos do feederism, obviamente há muitas ramificações. Contudo, não cabe no momento aborda-las.
Todavia, o importante é ressaltar que, infelizmente muitas pessoas acabam abraçando esse estilo de vida devido a carência, a tristeza e buscando aprovação, a maior aprovação tem que vir de você leitor. É ser um de nós aquilo que deseja?
Como dito, o texto acima é de um seguidor do blog que resolveu contribuir pra nosso conteúdo. Mas gostaria de lançar uma reflexão, pois é justamente o que o texto nos propõe; será que de fato fazemos parte desse mundo em ressonância com nosso íntimo? Ou por uma necessidade desesperada de se encaixar em algum grupo, seja por quais causas forem?
E ainda, precisamos mesmo de rótulos que nos identifique?
Pensemos!
Ademais, meus respeitos, admiração e agradecimento ao escritor do texto. Com certeza, dentre tantas pessoas que se dizem feedist, você conseguiu alcançar todos os temperos e condimentos que compõe o Feederism, e solver seu sabor e sua alma.
Bjo da Vênus!



