domingo, 4 de janeiro de 2015

Gainers – O desejo de crescer


Saudações Feedists!



Há muito tempo atrás, em matérias não tão distantes, falei que iria escrever sobre Gainers. Fiz uma matéria inclusive, porém não a publiquei, pois não estava satisfeita. Então hoje resolvi reescrever sobre esse assunto que pra mim, não é tão fácil de desenvolver.

Não é fácil primeiro de forma pessoal, pois muitos me chamam de Gainer. E todos sabem que não gosto de me classificar como tal. Embora admita que não deixe de ser.

Há opiniões divergentes de que Gainers não são personagens por excelência de nosso fetiche/estilo de vida.  Enquanto outros acham que sim. Então vamos trabalhar dentro de dois conceitos básicos que existem.

1 – Gainer é um termo genérico usado nos Estados Unidos para referir-se todo aquele que está “ganhando” seja massa muscular ou gordura. Tanto é que quando colocamos nas buscas do Google a palavra Gainer vai aparecer assuntos relacionados aos Bodybuilding (fisiculturistas). E se apegando nisso, alguns acham que Gainer é apenas uma expressão usada em nosso universo feedism, e não um personagem por si só. Dentro dessa ótica, qualquer Feedist, portanto, que esteja ganhando peso, podemos chama-lo de Gainer. Nesse caso, eu seria uma Gainer.
Mas as coisas não são tão simples assim ao meu modo de ver. Há muito mais a ser explorado aí.  Acredito que primeiro não precisamos nos atrelar ao conceito traduzido americano. Já somos atrelados aos vocábulos em língua inglesa, mas não somos obrigados a entender nosso mundo sob a ótica deles. Até porque vivemos culturas muito diferentes.

2 - Conforme fui analisando mais a fundo sobre o tema, fui analisando as pessoas, conversando e observando, entendi que há uma diferença que cria um tipo de “personagem”, digamos assim que difere do outro que também ganha peso e come pra engordar; o (a) Feedee.

O Gainer talvez seja um dos personagens mais difíceis de achar dentre todos do feedism no Brasil e em todo o mundo. E muitos que o são, simplesmente bloqueiam seus desejos ou adoecem de distúrbios ligados a alimentação como a anorexia e bulimia.

Refiro-me as pessoas que tem o desejo nato despertado ou não por um gatilho de engordar e ver seu corpo mudando e tomando novas formas. Esse desejo precisa ser desprendido de interesses materiais, como muitos que entram nesse nosso mundo e engordam  por “profissão” ou outras causas externas. Mas o gainer legítimo não precisa de causas externas para ter seu desejo, muitas vezes, manifestado muito jovem, de engordar. Esse desejo não está ligado a um alimentador, não há a fantasia erótica de ser alimentado, mas de engordar. Os gatilhos podem ser em ver uma pessoa obesa e desejar ter o corpo assim, ou um instinto nato que surge desde a infância de ter um corpo volumoso. Muitas crianças que tem esse desejo, fazem padding (que é a brincadeira de colocar enchimentos sob a roupa pra parecer maior e inflado). A criança não entende porque faz aquilo, mas é algo instintivo de faze-lo e se admirar no espelho. (Eu fazia padding com bexigas de gás; nos seios e barriga).
Mas esse ganho de peso, pode ser ou não atrelado a uma satisfação erótica e sexual, do prazer erótico de sentir seu corpo aumentando de peso, sendo apertado em roupas e ouvir os comentários: “nossa! você engordou”! Ou subir na balança e ver os ponteiros subirem. A alegria e satisfação íntima é certa, mas essa satisfação nem sempre é uma estimulação sexual. Vejo como a satisfação muito próxima dos bodybuildings. Convivi muito com eles e via uma alegria e satisfação com os resultados do trabalho muito grande. Muitos inclusive eram narcisistas e observava uma constante relação entre eles e o espelho. Eu praticava de segunda a sexta e pra mim era sempre um desafio poder aguentar mais peso possível. Mas era sempre chamava a atenção com a postura. E certa vez um professor falou pra mim. “Você quer render mais e corrigir sua postura? Faço todos os movimentos como se estivesse sendo observada por uma plateia que te avalia. Pense que a todo o momento tem alguém te admirando e olhando pra você”. Eu era muito focada em superação de força, mas com isso passei a me focar em exibicionismo, e corrigi minha postura dentro dos exercícios.  Embora eu nunca quisesse ser  bodybulding. Mas a ideia de você ser observada, vista enquanto mexe com seu corpo, desperta nossa vaidade e ego de querer estar e fazer o melhor.    

Os gainers também possuem esse aspecto narcisista de se admirar no espelho, tirar fotos pra exibir ao público ou pra sua satisfação pessoal, em comparar o antes e depois. E ver seu progresso. Isso causa alegria e empolgação. Na maioria em alguns momentos pode ocorrer uma estimulação da libido por isso, mas não é via de regra. Nem todos possuem essa característica. Não saberia afirmar ao certo se todos tem a parte fetichista (a da estimulação sexual com seu objeto de desejo que no caso aqui, é a engorda). Mas é certo que todos têm a engorda como estilo de vida, pois assim como os fisiculturistas direcionam seu modo de vida para o ganho de massa muscular e modelagem do corpo, os Gainers assumidos também.

Mas o que é um Gainer assumido?

É aquela pessoa que já passou da fase da descoberta íntima que não sobre Feedism. Já sabe o que deseja pra si, o que lhe faz mais alegre. Porém saber disso e viver isso, é um salto muito grande. Aos Gainers talvez esteja reservada a parte mais complexa e cheia de conflitos de todos os personagens do Feedism. Primeiro que é ele quem tem que enfrentar muitas barreiras sociais e familiares pra poder dar vazão aos seus desejos. Muitos que são despertos na infância não tem maturidade pra entender e engordam. Se vivem dentro de uma família repressora com relação ao ganho de peso, irá ser obrigado a emagrecer, mas não sem antes ouvir uma série de explicações e sugestões muito negativas com relação a pessoas gordas. E nesse momento é criado um estereótipo de que gordo é feio, é rejeitado, que ninguém quer, é doente, e mal visto, passa vergonha, e outras séries de conceitos que já sabemos. Isso pra uma criança tem um peso muito grande, principalmente se ela for sensível. Ela não entende porque tem que se privar do que lhe dá prazer e lhe faz feliz. Mas acaba cedendo à pressão e tenta a todo custo controlar a vontade de comer pra engordar. Daí pra frente se desenvolve a culpa e a autopunição psicológica e em casos mais graves; físicos, em muitos casos por qualquer episódio onde houver um fracasso de sua parte e ela cedeu a gula. A pessoa come com culpa e dentro desse quadro, desenvolver uma bulimia e mesmo anorexia é muito fácil.

Acredito que estamos agindo contra a nossa natureza desperta e instintiva. E quando fazemos isso, consequências sempre negativas ocorrem.

Então quem é Gainer tem que vencer essas barreiras e procurar uma forma não destrutiva e equilibrada de ceder a sua personalidade, conciliando bem estar, equilíbrio psicológico e seu próprio instinto de engordar.

Primeiro deve se estabelecer a aceitação do que a pessoa é e sente. Depois vem um passo muito complicado que é decidir engordar propositalmente. Isso não é fácil, tendo em vista nossa programação mental social. Mesmo admitindo o que é, engordar dentro da nossa sociedade magra, sabendo que haverá muitas barreiras de aceitação pela frente, não é fácil.

E mais, existe outro ponto chave aí, como engordar e até onde? Muitas pessoas que viveram uma opressão, quando se sentem livres mentalmente acabam num rompante alucinado de engordar e comer desesperadamente. Isso não é positivo também. Tudo que é feito sem planejamento e maturidade de forma totalmente descontrolada acaba gerando consequências ruins. É como se tirássemos as paredes de uma represa e a água do rio acaba livre, mas vindo com tanta força provocando muitas vezes destruição pelo caminho.

Assumir pra si o que é, já é um passo, e depois decidir se vai querer engordar. Como será isso e até onde pretende ir, são consequências de quem leva tudo isso a sério conseguiu uma harmonia positiva consigo mesmo e seus desejos incomuns mediante ao meio social.

Os Gainers quando assumem o que são, não sentem necessidade de ter um feeder e ser alimentados, como falei, não faz parte de seus desejos, mas unicamente a mudança do corpo através da engorda. O que o coloca de forma decisiva definitivamente diferente de uma feedee. Outro personagem que tem que encarar muito conflitos e igualmente raras de se achar no Feedism.

A (o) Feedee tem o desejo de engordar, mas esse desejo não é o cerne total do seu prazer. Ela precisa do feeder. Ela fantasia com o feeder, de forma inconsciente uma vez que sua identidade é desperta, coisa que não ocorre com os Gainers. O despertar de uma feedee começa com o prazer peculiar intenso com a comida. Ela realmente “sente” a comida, sente um prazer diferente das outras pessoas, ou sente um prazer diferente do que não sentia antes, uma vez que foi desperta sua “alma feedee”. Isso gera a vontade erótica de ser alimentada pelo sexo que lhe é atrativo. Mesmo que não tenha tido contato com o feedism, nem saiba o que é um feeder. Instintivamente ela vai desejar ser servida de comida num banquete de prazer e erotismo. Da mesma forma que o Gainer sente em imaginar seu corpo grande e de formas arredondadas e curvas. (embora como dito, nem todo gainer tem nesse imaginar o prazer erótico acompanhando, mesmo que a maioria o tenha).  

Isso cria por si só, dois tipos diferentes de personagens, onde a dinâmica é parecida, mas não igual.

Alguns alegam que essa diferença pertence a própria natureza feedee. Mas eu discordo. Justamente por uma questão muito importante. O Gainer não sente necessidade de um alimentador, por não fazer parte de sua fantasia primaz. Já para uma (o) feedee sim. Pois sua fantasia está atrelada a ser servida e alimentada por alguém. Da mesma forma que um feeder só o é completamente junto de uma feedee, a feedee só o é, com um feeder. É uma dupla praticamente inseparável, onde um completa o fetiche do outro de forma concreta. Pois dentro da fantasia, e da natureza ambos são o que são. Independente da concretização de suas naturezas junto a um parceiro.

Como é algo natural, não adianta entrar na onda de querer ser feeder nem feedee, ou gainer pra ver “como é”. Isso é algo que está internalizado dentro de cada um. Podemos brincar de ser. Podemos até alimentar ou ser alimentada por nossos parceiros como uma fantasia sexual, mas isso não faz ninguém ser de fato feeder nem feedee. Da mesma forma que se um dia eu quiser brincar de Dominatrix (que até depois dos 50 tons de cinzas entrou na moda) com um chicote na mão, isso fará de mim uma Domme BDSM.

Outra coisa bastante perceptível que não é regra, mas é mais comum se ver Gainers homens do que mulheres. Todavia não estou dizendo que não existam mulheres Gainers. Há bastante, mas a doutrina magra grudada com durapox e imposta para as mulheres é muito mais forte do que para os homens, embora eles também sofram. Mas também já conheci algumas mulheres gainers, que não tinha a necessidade nem fantasia ou vontade alguma de ter um feeder. Mas o desejo de engordar era quase que incontrolável. Uma força motriz que as animava a comer com tal objetivo e não se via forças pra ir contra o tal impulso. E outras que desejam um feeder, mas por falta deles, e por sentir a necessidade do prazer intenso em se entregar a comida e engordar por isso, acabam consequentemente engordando. Mas elas se sentem incompletas, pois suas fantasias não são concretizadas e engordar é apenas uma parte de seus desejos mais profundos. A feedee pode passar tempos sem ter a vontade de engordar sistematicamente uma vez sem feeder. Já um Gainer só o faz por força da necessidade, afinal, ninguém pode viver de engordar durante toda sua vida sem parar “pra respirar”.

Mas o fato é que ambos sentem prazer em engordar e desejam isso. Um mais com um feeder e a necessidade de ser alimentada é algo dissociável de sua natureza e psique. O outro não tem a necessidade de um alimentador, não faz parte de sua fantasia desperta, embora possa passar a ter por ocasião. Para um, todo o bojo de seus desejos se concentra em comer pra engordar, enquanto o outro em comer pra sentir o prazer erótico dos alimentos, sentir o sabor invadindo seu corpo e misturar essas sensações com a luxúria partilhada com um parceiro. Engordar é um prazer mais que adicional, é um desejo e vontade de uma conexão sexual com seu corpo maior, mais gordo e aumentando de tamanho e com seu parceiro. E por todos esses fatores que se conectam, gera a necessidade de ser compartilhada com o feeder. E conexão é muito profunda e singular, já que um é o complemento do outro.

Nesse estágio, o de engordar de propósito, há certo  egocentrismo, pois o prazer com o próprio corpo em franca expansão (tanto nos gainers como nos feedees) nos faz sentirmos tão “gostosos” , como a própria comida que comemos, que isso precisa ser exibido a outras pessoas. Os resultados de todo um trabalho de engorda e modelagem do corpo, precisa ser mostrado: “olhem minha barriga, como ela está maior, como eu consegui deixa-la mais linda, olhem essa banha, esse pneu maior”! É um prazer que somente quem é igual lhe entende. O que não dá pra explicar em palavras qual afinal é o prazer de um orgasmo pra quem nunca teve um.

Falo por mim agora! Quando me olho no espelho e vejo que estou mais larga, que o vestido que antes era mais folgado agora está quase justo, que meus braços cresceram de tamanho, meus seios, minha barriga, é uma alegria. Hora parecida com aquela criança que ganhou o presente que esperava no aniversário, hora com aquela pessoa sem um tostão no bolso que achou uma nota de 50 reais na rua. Resultado é: “to rindo a toa”. E todos os comentários que fazem: “menina, você tem o rosto tão lindo, faz uma dieta”, “você não para de engordar, cruzes”, “assim você vai ficar doente”. O que eu gosto de verdade é: “Nooosa! como você tá gooorda”, ou o “Você tá enorme, hein”!

Os outros que dizem nas entrelinhas que eu estou feia, que vou adoecer, que ninguém vai me querer gorda, não me atingem, pois primeiro: faço tudo o que me dá prazer sem me preocupar com outros, os quais em nada somam pra minha vida e alegria. Segundo que quando estamos de bem conosco, tudo que dizem de ruim sobre nós, não tem poder algum de nos abalar.

Mas chegar num nível desses não é fácil por todas as questões sociais e imposições que conhecemos. Além de tudo, acho que é uma questão de personalidade. Isso conta bastante pra estabelecer a conquista da nossa liberdade de afinal, ser e fazer o que quisermos com nosso corpo e conduzir nossas vidas como melhor nos cabe.

E por tudo isso, Gainers e Feedee legítimos são muito raros de achar. Pois é preciso a vontade e mais que vontade, o prazer e alegria em engordar num nível de obesidade. Claro que não falo em chegar a uma ssbbw; isso é relativo. Mas falo de pessoas magras, que apenas querem ganhar uns quilos pra chegar num padrão de corpo estabelecido como “gostoso”, pelo meio. Ser Gainer não é isso, nem Feedee.

Conversando esses dias com um feeder, ele me perguntou quantos quilos eu tinha. E eu falei pra ele que no caso dele, como feeder, a pergunta mais interessante, deveria ser -  “o quanto você deseja engordar”? Pois é justamente aí que se difere feeder de FA. E Feedee e Gainer de uma gulosa que apenas adora comer sem pretensão de engordar, pois não faz parte de sua psique.   

E ainda sobre os Gainer, trago também uma confusão grande que percebo existir com Gainers homens feedists com um grupo da cultura gay chamada de Bears e Chubbys. Acaba por ser confundido que os Gainers possam ser gays e consequentemente por serem gordos e gays, poder ser visto dentro desse grupo. Mas uma coisa nada tem a ver com outra. Existem gainers gays e heteros, e mesmo os gays, podem ou não estar inseridos dentro desse grupo homossexual. Mas o que é válido esclarecer é que ser um gay obeso e qualificado como bear ou chubby, não faz desses serem gainers feedists. Uma coisa não implica a outra. São coisas completamente diferentes. Os Gainers tem o desejo de engordar, já isso não faz parte dos bears nem chubbys. Estes não são fetiches, mas biótipo corporal, características físicas pertinentes à cultura e universo gay. Então acredito que deva existir chubbys que são gainers. Mas ser chubbys ou bears não faz ninguém ser Gainer, nem muito menos gay.   

Em suma, toda feedee é uma gainer em potencial (no sentido semântico da palavra: ganho) pois ganhará peso, mas nem toda gainer é uma feedee.     

Da mesma forma que todo feeder é um FA, mas nem todo FA é um feeder. É extremamente redundante um feeder se declarar FA, pois isso já está inserido no que é ser um feeder. Uma vez que: NÃO EXISTE FEEDER QUE NÃO SEJA FA.

Igualmente, não existe uma feedee que não vá ganhar peso propositalmente, pelo seu prazer e alegria. Pois é justamente ter esse instinto que faz ela ou ele, ser o que é, além da necessidade de um parceiro pra alimentar e compartilhar os resultados dessa alimentação toda.

A ideia de ser chamada de gainer nunca me atraiu, talvez pelo instinto de saber que na prática não passo de uma feedee, onde meu prazer só é pleno quando tudo o que amo, desejo e me enlouquece, é partilhado com um feeder.


Bjo da Vênus!     

           

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um Dia Feedee



Você nesse momento deve estar no trabalho ainda, mas será que está pensando em mim? Talvez tenha lembrado pelo menos umas cinco vezes durante seu dia.

Bom, eu pensei em você bem mais do que cinco vezes...

Pensei todas às vezes que tomei banho nesse dia tão quente e que me toquei. Passei minhas mãos por minha barriga e quando toquei nela e a senti tão fofa e macia, com meus dedos deslizando sobre ela, seja porque estava ensaboada ou babando de desejo por vc... E continuei pensei  quando deslizei meus dedos pra dentro dela  bem suavemente imaginando q seriam os seus dedos tocando nela, tão gorda e lisinha...Fechei os olhos e vi você com uma expressão de puro desejo no rosto e fui invadida de tanto prazer nesse momento que cheguei a sentir um frio no ventre e meu corpo se contraiu de tanto tensão.

Contendo a respiração, me apoiei com a outra mão na parede do banheiro e quis continuar me tocando, passeando dentro dela entrando e saindo até explodir em um orgasmo, mas parei e resolvi terminar o banho com certa pressa. Estava com hora marcada para um compromisso. Vesti-me as pressas, maquiagem rápida, cabelos e só fui perceber que a blusa que eu vestia estava apertada na barriga e estava justa, subindo um pouco conforme eu andava...Pode imaginar que tesão me deu?  E nesse momento eu também pensei em você.

E andando pela rua comecei a reparar nas mulheres gordas que passavam por mim. Olhar pra seus corpos enormes, me fez desejar cada banha e quilos daqueles pra mim...E meu tesão em me imaginar daquele jeito só aumentou, e mais uma vez, eu pensei em você nesse momento.

... Não resisti e entrei numa lanchonete como uma leoa faminta e pedi um empadão inteiro daquelas embalagens médias e uma vitamina de morango... Ah meu amor, a vitamina foi minha perdição.

Comi primeiro o empadão com alguns goles da vitamina. Mas quando me concentrei nela eu senti uma onda de prazer quente a percorrer meu corpo todo e parar nela, me fazendo  pulsar e ficar encharcada de prazer, descendo até minhas coxas e deslizando uma na outra conforme eu mexia minhas pernas sentada.  E sentir isso, aumentava minha libido e eu fechei os olhos e até gemi baixinho.  Minha expressão naquele momento era de puro prazer e ate esqueci das pessoas a minha volta... Mas não me esqueci de você. Como queria que estivesse comigo naquele momento.

Sai de lá e vim pra casa e no caminho, eu também pensei mais em vc...

 Imaginei você fazendo sexo comigo sem carinho... Jogando-me num canto da parede de costas pra você e com vigor segurava meus cabelos com uma mão, enquanto a outra apertava fortemente meu seio como se não fosse mais largar. Em seguida, torcia minha cabeça prum lado e começava a morder meu pescoço e a sentir o perfume dele, beijava e mordia meu ombro, sussurrava no meu ouvido que eu era sua, sua feedee, sua gorda deliciosa... E quando eu me mexia, você me segurava mais forte e imprensava meu corpo contra a parede com sua força, me invadindo por baixo do meu vestido, apertando forte minhas coxas, nádegas, meu sexo. Esfregando seus dedos no meu clitóris e pelos lábios dele e me deixando gemendo e descontrolada. Mas você tinha o domínio do meu corpo. Ele te pertencia naquele momento, e pensando nisso,  eu quase passei do meu ponto. Mas dou sinal a tempo e desço, chegando em casa morrendo de tanto calor. Um calor insuportável e imediatamente quero um banho. Tiro a roupa e sinto dificuldade de tirar a blusa apertada; o que me deu novamente tesão em sentir o aperto dela.  Meu corpo está quente e nu sendo refrescado pela água do chuveiro. E voltei a pensar em você e dessa vez me dei ao prazer de atingir um orgasmo explosivo,  forte e delicioso como se você tivesse ali comigo, me penetrando com todo o desejo e volúpia do mundo e me feito gozar alucinadamente....

Você estava ali sendo dono e senhor do meu delírio e êxtase, do meu prazer e contentamento de me sentir  mulher. Mas mais que mulher,  de me sentir fêmea.
E agora estou aqui deitada nua escrevendo isso pra você de como foi parte do meu dia. E só estou te escrevendo isso, porque antes,  também estava pensando em você, e todo o desejo e volta de novo e meu corpo clama pelo seu. Meu desejo parece que não tem fim,  e como rastro de pólvora que qualquer coisa acende. E me lembro do pote de sorvete de chocolate que tem no freezer. Corro ávida pra pegar aquela delícia e volto pra cama. Sem nenhum pudor, abro o pote e começo a enfiar meus dedos com vontade no sorvete e levar a boca. Nossa! Indescritível sensação. E nesse momento, não poderia deixar de também pensar em você. Que aquele sorvete ficaria muito mais delicioso se você estivesse me dando à boca. Mas sentir o prazer me invadindo e tomando conta da minha razão, era quase como se você estivesse ali comigo. Estava nua, me sentindo mais gorda e querendo mais de tudo ... Querendo... Ansiando e desejando você por inteiro sobre mim. Será que pode imaginar o quanto estou excitada agora e o quanto estou te desejando? Sentada na cama de pernas abertas segurando meu pote de sorvete?

 E tudo o que vem agora em minha cabeça é você. E eu te segurando pelo colarinho e puxando pra mim dizendo despudorada e cheia de desejo nos olhos estreitos. .." vem meu feeder, tenta apagar meu fogo com gasolina".

Vênus de Willendorf


Se for repassar o texto, por favor, não esquecer de citar a fonte! Grata!  


domingo, 30 de novembro de 2014

MUNDO FEEDEE DA VÊNUS VI



Boa noite de domingo Encantadores Feedists!

Como prometido no grupo vou falar um pouco sobre algo que as pessoas realmente denotam muita dificuldade em entender; como uma mulher de corpo esbelto e que sempre foi assim, passa a querer engordar conscientemente e tendo como objetivos um alto peso corporal? Trazendo pra cá algumas perguntas que me foram feitas no grupo Feederism Brasil no Facebook.

Sem querer me alongar, apesar de que isso é quase impossível fazer algo objetivo e sucinto, pois Deus além de me criar linda, me fez cheia de detalhes e delongas... rsrs Mas tentando...


Acredito por experiência própria e analisando outras pessoas nas minhas andanças pelo mundo feedist, que uma pessoa nasce feedee através do desejo de comer e sua relação impar com a comida. Toda pessoa que ama comer, pensa em comida de forma apaixonada e consegue até sentir o sabor só de pensar naquilo, e é invadida de sensações maravilhosas, tem uma tendência a ser feedee. Mas isso não faz de ninguém uma feedee ainda. Porque muito mais da metade da população do mundo tem esse casamento com a comida. Eu fui assim desde criança. E como já declarei fui uma criança gordinha, mas bem “inha” mesmo. Nada de obesidade, apenas um sobrepeso. Nessa época sofri bullyng na escola que soube tirar de letra. Eu era aquela criança que 10 minutos antes da hora do recreio, eu não pensava com quem ia conversar ou brincar, mas no que de bom teria na cantina pra se comer. E ficava seriamente pensando se ia escolher misto quente, ou cachorro quente. E na hora de comer, eu me isolava porque não queria ninguém pedindo um pedaço do meu lanche. E quando pedia, dava chorando por dentro. Eu não estava triste, não sofria opressão em casa, apenas gostava de comer de uma forma diferente dos demais, eu curtia degustar cada pedaço da comida e conseguia sentir prazer com aquilo. (claro que não erótico, pois tinha uns oito, nove, dez anos nessa época). 

Mas como todos sabem com 13 anos minha mãe me levou a uma endocrinologista que me prescreveu remédios pra emagrecer e essa, me encaminhou a um nutricionista. O resultado é que fiquei bastante magra em pouco tempo, com 53 quilos. Depois da meta alcançada, até melhor que a expectativa, eu estabilizei com 55 quilos, variando por longos anos para 63 quilos.

Quando eu fui tomando independência e ganhava meu próprio dinheiro entre 17 e 18 anos, entrei para uma academia. Era assídua e disciplinada e vivia no meio de fisiculturistas. Também fazia tratamentos de modelagem do corpo para queimar as gorduras que eu supostamente via no espelho. Pois com a consciência de que gostava de comer e me dava ao luxo de comer e exagerar sempre que queria, sabia de minha tendência genética pra engordar, então não descuidava. Entrei na casa dos 20 anos com um corpo modelado, embora não malhado, pois não queria perder a naturalidade do meu corpo e ganhar músculos. Nunca pensei em ser uma bodybuilder. Mas eu vivia nas baladas da noite de minha cidade e tudo o que envolvia aquilo; vaidade, exigência por um padrão físico, homens e mulheres muito bonitos e se você quisesse ser notada ao chegar, tinha que ter uma apresentação visual modelo. E eu atendia a todas as exigências. Então podia escolher dentre os admiradores da noite pra quem iria minha atenção.

E quando você consegue atingir um nível desses, você não quer perder isso por nada. Eu fui “doutrinada” desde criança pra ser magra e entender que ter tal corpo era o correto e o aceitável. Uma coisa levou a outra. E não era somente na noite, mas no meu trabalho e em todos os locais sociais que eu frequentava. Sempre fui acostumada a ser muito assediada e ter o poder de escolher.

Mas o que eu não entendia na época é que essas coisas alimentam a sua vaidade e egocentrismo, mas raras vezes a sua alma. E é muito fácil se perder pra um mundo de aparências e futilidades, onde as conquistas materiais é o que importa. E tudo é calculado; aparência física, status, dinheiro e posição social. Mas acabamos nos esquecendo de coisas talvez muito mais importantes de se prestar atenção. Coisas como caráter e honradez por exemplo. Você se permite ser um produto do meio e por algum tempo, fui exatamente isso. Eu não me importava nenhum pouco com quem demonstrava amor e carinho por mim se ele não se encaixasse dentro dos parâmetros citados acima. E não me importava mesmo. Sequer eram dignos de minha atenção e gentileza. Apenas ignorava.

Talvez seja esse o tipo de poder que foi citado no grupo. “Como ter tal poder e simplesmente despreza-lo”?

Esse é um poder que realmente é muito perigoso e me alegro em entender sobre esse tipo de poder e ter mudado como ser humano e mulher por fatos psicológicos que não cabe aqui citar, mas consegui sair do centro das atenções e da mentalidade fútil e idiota que eu vivia, quando me tornei adulta de fato. E isso foi o grande, o maior poder que tive na vida. Ter o poder sobre mim mesma e não sobre as pessoas através da minha aparência e personalidade envolvente de conquistar troféus e “coisas” como uma criança mimada e caprichosa. Eu senti fome de ser alimentada de intelectualidade, de pessoas de conteúdo, valor, espiritualidade, virtudes e muitas outras coisas que o mundo onde eu vivia não se tinha muito essas opções.

Entendo que muitas mulheres que não possuem os atributos elevados de um padrão de beleza estipulado pelo meio, e se sentem rejeitadas ou suprimidas a “aceitar o que aparecer” por carência, sonhe com isso, mas eu estive lá e não é um mundo feito de muitas verdades no fritar dos ovos. E acabamos nos vestindo, cuidando assim ou assado do nosso corpo, da nossa alimentação pelos outros, pra manter um nível exigido e estar equiparada as outras mulheres e atender as exigências, mas no fundo, é uma ilusão de que fazemos sacrifícios e todo esse investimento por nós mesmas. Isso não é verdade no fundo, apenas não se enxerga isso, pela força coercitiva do meio.

Mudei completamente meus conceitos e modo de vida. Fiz escolhas e segui com total autoridade sobre mim. Vejam que eu saí da autoridade da minha mãe e passei pra autoridade da sociedade, e assim muitas pessoas passam toda uma vida.

Então deposta do poder explanado acima e livre da imposição de beleza, eu estava sem os grilhões e poderia fazer do meu corpo o que bem entendesse e ninguém, nem meu marido na época tinha o direito de dizer como ele deveria estar.

E com esse tipo de atitude perante a vida, eu engordei por questões não naturais, mas não pirei. Pelo contrário, continuava me achando linda e isso era o que de fato me importava. Com os filhos engordei mais um pouco, e também não me importei, pois continuei me achando mais linda ainda. E percebi que o tal poder e atrair olhares pra mim, não estava 100% ligado ao meu corpo perfeito magro, e no sorriso sedutor, mas em algo a mais que eu transmitia naturalmente sem precisar de muito esforço.

Entendi também que quando queremos de fato solidez com uma pessoa não é por toda a beleza física do mundo que você possa ter nem não é apontar o dedo, e aquela pessoa irá lhe amar. Porque atração física é uma coisa que nada tem a ver com amor, respeito, admiração e carinho pelo outro. Quando vamos pela capa e a relação se sustenta nisso, são relações vazias e frágeis que qualquer brisa derruba.

Como eu passei a desejar engordar?

Bom, aí é uma resposta mais complexa de se entender pra quem é de fora, e fácil de se entender quem tem o mesmo desejo. E a resposta é simples. Tornei-me feedee por uma série de fatores que envolvem minha personalidade, e óbvio uma tendência natural que sê-lo, como a relação apaixonada pelo prazer de comer. Mas isso não foi o fator determinante. Muitas mulheres tem a tendência, tem o potencial, mas não desenvolve porque são amarradas aos padrões de beleza que tentam desesperadamente manter ou alcançar com dietas. Muitas têm medo de se entregar ao que tanto lhe dá prazer que é comer, por medo de não conseguir controlar isso e acabar engordando. Outras sequer cogitam pensar, pois já estão muito dominadas por pensamentos condicionados pelo meio. E outras têm medo simplesmente porque não querem supor mudar suas vidas, e tem medo de novas experiências, somada a questão estética. Poucas realmente pensam no fator saúde.

Não é fácil ir contra o meio que lhe criou, que lhe educou e contribuiu pra que você seja a pessoa que é hoje. Porque pense que se você tivesse nascido no oriente médio, na Índia, Arábia Saudita, por exemplo, você seria uma pessoa completamente diferente do que é hoje. Teria outros valores e formas de pensar.

Nós somos pessoas que respondemos ao que somos e a nossa realidade como ser, quando situações batem a nossa porta. É o caso de uma pessoa que sempre teve a obesidade como sua realidade. Se essa pessoa tem a tendência feedee e a relação com a comida, e se aceita assim, e não se permite ser esmagada pela força do meio para que ela siga a “boiada”, ela será uma pessoa que só tende a engordar com o passar dos anos, porque se aceita assim, sempre foi assim e não se importa em mudar, porque o prazer em comer é maior do que de seguir o que outros dizem que ela deva fazer. Eu não digo que é mais fácil, mas a dinâmica é um pouco diferente a meu ver. Escolher passar a ser algo que você nunca foi, é mais complicado de lidar com a família muitas vezes.

E por que eu escolhi?

Eu não sei exatamente se escolhi ser. Apenas fui seguindo o que me era apresentando e despertado prazeres e vontades que não tive medo e não parei pra pensar se era errado. Parei pra tentar entender o que estava acontecendo comigo e quando veio de fato a vontade de engordar e via prazer nisso, a única preocupação que tive, foi analisar se essa vontade era por mim ou pelo meu parceiro. Pois não sei me entregar a nada que não seja por mim. Não queria mais ilusões em minha vida nem cogitar fazer algo porque alguém queria. Eu precisava ter a certeza de que aquilo tudo era por mim. E quando tive a certeza que sim, não tive muitos problemas de assumir o controle do que eu queria. E um novo prazer e alegria íntima entre mim e meu corpo estava nascendo e eu simplesmente aceitei e abracei aquilo pra mim. Era algo que vinha de dentro e não algo externo a mim, então não seria eu quem iria me negar aquela natureza minha que se apresentava. Não mesmo! Por nada e nem por ninguém.

Então a resposta é muito simples. Embora eu não tenha escolhido ser feedee, escolhi de uma forma muito consciente e madura, engordar. Pelo simples fato de descobrir ter prazer tanto íntimo como sexual com aquilo. E me reconectei com meu corpo de uma forma completamente diferente de tudo que pude ter na vida. Passei por vários tamanhos de corpo e de certa forma, modelos de beleza, mas hoje com quase uma super obesidade dentro do padrão da OMS, me sinto de bem comigo, e mais linda do que nunca. E ainda quero ir além no ganho de peso. E isso é o que realmente importa pra mim. O resto, eu como no lanche da tarde!

Bjos da Vênus!