sexta-feira, 2 de maio de 2014

Exibicionismo e Egocentrismo Feedee

  



Pra fechar essas três matérias que são tópicos de reflexão da matéria: “ Mundo Feedee da Vênus III”, vamos falar sobre exibicionismo e seus desdobramentos.

Já li em alguns comentários de blogs e sites de leigos que traziam a figura de feedees e as colocaram como alvo para os achismos dos seguidores dos blogs, sem saberem o que é uma feedee nem feedism, como se tivesse um grupo de gordas que adoram se expor na net. Os comentários mais ridículos e preconceituosos eu pude ter o desprazer de ler. Inclusive trazendo histórias de feedee distorcidamente nem conhecimento de causa algum.

Mas o fato é que pegando pela maioria das feedees no meio virtual, já que é o único canal possível de achar essas representantes do feedism, de um modo geral podemos dizer que elas gostam de se exibir em sites para o público feedist. Muitas sim e outras não. Como qualquer grupo de mulheres. Tem umas que curtem roupas mais provocantes e exibir seus corpos e outras são mais discretas e não gostam disso. Não porque possuem baixo estima, mas porque são mais reservadas. E outras  mais abertas. No youtube podemos ver muitos vídeos de feedee comendo com roupas íntimas ou num force feeding. Muitas mostram o rosto e outras não. No site Sttuffer31 há um grupo de mulheres feedees, foodees, mutuals de várias partes do mundo que curtem se exibir em vídeos e fotos. No Fantasy Feeder também podemos ver isso.
         
   Acredito que eu fico no meio termo. Não gosto de exposição gratuita e nada apelativo. Mas em muitos momentos, falando como mulher, é válido e muitas usam o recurso de certa exposição pra receber incentivos, elogios, estimulação da vaidade e ego, que qualquer ser humano tem. Ver como anda as opiniões sobre o crescimento do seu corpo, e do próprio corpo com outras proporções.
       
     È preciso entender que para uma feedee o crescimento do seu corpo é motivo de satisfação quando ela vai atingindo metas. Uma feedee ou mesmo mutual que curte o stuffing pode ser excitante compartilhar o estufamento de sua barriga num vídeo por exemplo. Talvez esse recurso seja o único para estar próximo e interagir com outros feedists dentro de uma prática real, mesmo que seja através da virtualidade e exposição.
         
   Quando realmente passamos a entender que o nosso corpo fofo, pernas e bunda gorda ou barriga grande é considerado algo lindo e objeto de desejo dentro do feederism e o que sentimos de satisfação em ve-lo grande, ou crescendo é algo que todos irão apoiar e entender, porque esconder? Queremos compartilhar. Principalmente quem não tem um par real ao seu lado pra curtir o seu corpo com você.
         
   Toda mulher tem seu lado vaidoso e gosta de ser paparicada, elogiada e cortejada. O que quando se é gorda, não se ganha muito disso no mundo em geral. Mas quando entramos e descobrimos o nosso universo, vemos que corpos obesos e com sobrepeso é desejado, admirado e excitante, muitas deixam de se ver como a gorda que ninguém quer para a super poderosa arrebatadora do desejo masculino. Igual a gostosona da academia que não tinha um homem que não olhasse com desejo pra ela.  E pra muitas chega a ser irresistível não aguçar o desejo do público feedist rs. E muitas passam a se sentir como modelos de capa de revista masculina. Particularmente eu curto quem goste disso e não vejo nada demais, até porque nunca vi nudismo nem nada apelativo partindo das exposições de feedee no meio virtual. Não digo que não exista, mas nunca vi. Até porque sabemos que é muito mais estimulante e excitante mostrar nossa barriga enorme, ou nós, comendo um pudim inteiro com satisfação e gula, se lambuzando toda, e lambendo os dedos do que ficar mostrando nosso corpo nú.

Em certa matéria que não lembro mais qual, comparei uma feedee com um fisiculturista.  Ele cultua seu corpo e nós também. Ele faz dietas especiais para ganhar massa muscular e nos também. Só que pra ganhar banha. Gordura subcutânea de preferencia e por favor!! Ele mede com fita métrica o tamanho do seu braço, coxa, peito, pra acompanhar o quanto ganhou e muitas de nós também o fazem. Ele pode passar horas no espelho olhando e admirando seus músculos e vendo como ele fez um bom trabalho e cresceu. E nós também! Uma feedee que não curte admirar, apertar, acariciar e sacudir sua barriga, tá com problemas. E assim como eles, nem sempre estamos satisfeitas com o crescimento de certas partes do corpo, e podemos querer opiniões de profissionais. Rsrs E quem é afinal o suporte técnico, a consultoria da feedee?


As feedees são vaidosas porque amam seu corpo grande e o crescimento ou manutenção dele e muitas escolhem compartilhar essa maravilha com mais pessoas. Temos satisfação em perceberem que engordamos e muitas como eu, chegam a ficar irritadas quando alguém fala “ emagreceu”? Ou se perguntamos “acha que engordei ou minha bunda cresceu” e o outro responde “não... tá a mesma coisa”. Se fazemos de tudo pra engordar e não só engordar mais modelar o corpo, temos orgulho quando conseguimos atingir o que queremos, uma barriga maior, coxas maiores, peito maior. É tipo: “olhem eu consegui”!  


Eu não me exponho na net com fotos nem vídeos. Nada contra, mas talvez me faltou oportunidade, ou incentivo, digamos. Mas eu simplesmente a-do-ro quando estou no ônibus ou metro e me oferecem lugar pra sentar achando que estou grávida. Uma vez eu estava numa fila quilométrica numa loja e a senhora atrás de mim falou: “minha filha, por que você tá nessa fila enorme no seu estado? Vá pra fila das gestantes, é ali! Eu meio que não entendi de primeira. Às vezes sou meio lerda mesmo, mas parei uns segundos e conclui: “ela tá achando que to grávida. Show! Rsrs Agradeci o toque da senhora e sem medo de ser feliz fui pra fila especial e sai em cinco minutos da loja.  O que deixaria qualquer mulher arrasada por um mês, ou quem sabe anos... pra mim é motivo de orgulho! Assim como certos elogios que pra toda mulher não feedee do planeta é ofensa, pra nós é cantada e elogios: barriguda, um “nossa como você tá gorda”, enorme, peituda, pançuda... Essa semana fui chamada de “ Deusa em forma de bola” e simplesmente amei.

Nossa dinâmica é completamente diferente de qualquer mulher não feedist do mundo, assim como a dinâmica dos homens também. Os homens também curtem se exibir, principalmente suas panças enormes, ou o quanto conseguiram faze-la crescer. E mais, alguns feeders tem satisfação e orgulho em ver suas feedees sendo elogiadas e desejadas por outros fetichistas.




E aí quero colocar um ponto que vejo como diferente do egocentrismo, e exibicionismo ou talvez não. Que é esse prazer que um homem pode sentir, em ver outros homens desejando e elogiando suas parceiras. Muitos claro, não gostam e sentem ciúmes, mas muitos outros curtem e muito. Vejo talvez nisso como um tipo de: “Olhem como é linda! podem olhar, e admirar, mas é meu”. Talvez um lado competidor masculino de exibir o que considera seu para outros homens ver seu poder de ter algo belo e admirável que é motivo de inveja? Uma espécie de afirmação de poder masculino para outros homens? Não sei. Não tenho opinião formada a esse respeito ainda. E espero que vocês me ajudem a pensar sobre esse tocante.  

 Mas voltando ao lado da feedee vaidosa e exibicionista...

Acho que quando temos orgulho e satisfação com algo, queremos compartilhar, e acho que é justamente isso que ocorre no nosso meio. E o nosso corpo é nosso objeto de prazer e orgulho. É vaidade e ego? Sim, mas e qual o problema? Todo ser humano precisa de vez em quando ter seu ego massageado. Não só os feedists. Se é bonito a Gisele Bündchen expor sua magreza nas passarelas da vida, ou a Viviane Araújo seu corpo sarado e turbinado de curvas exuberantes na passarela do samba, é igualmente lindo pros feedists uma BBW expor seu corpanzil redondo e suas curvas e dobras, ou o quanto ela tem de gula e consegue comer até não aguentar mais uma panela de macarrona ou uma cesta cheia de chocolates. “Essa é nossa vida, esse é nosso clube”!  

Isso tudo nos faz únicos, e o que é estranho, feio, esquisito e bizarro aos olhos do resto do mundo, pra nós é beleza, prazer, pureza íntima e liberdade de ser exatamente como nosso interior e desejos se manifesta em nós. O que mais da metade do mundo não tem coragem de assumir quando isso não faz parte dos padrões e comportamentos da maioria, nós assumimos o que queremos e gostamos, o que nos motiva, anima e nos dá tesão. E fazer isso numa sociedade hipócrita, conduzida e controlada como bois por uma mídia que diz o que é bom e bonito e o que não é, faz moda e tira moda, padrões de beleza e comportamento. Onde se  repudia qualquer tipo de formas e manifesto de padrões obesos, onde quem diz que gosta de ser gorda é motivo de incredulidade e ridicularizada. Isso nos faz singulares num mundo onde o lugar comum é o melhor lugar para se estar. Mas eu sempre odiei o lugar comum e durante toda minha vida trilhei a margem do resto do meio, justamente porque quero e gosto de ser quem eu sou, como eu sou e viver todas as formas que a vida me traz pra ser mais feliz, mais eu, mais viva a cada dia... como uma serpente (de preferencia anaconda daquelas bem gordas rs) trocando de pele de tempos em tempos para se renovar e renascer.  E a vida me trouxe o feedism, e o abracei mesmo com medo, mas quando senti uma nova mulher surgir de dentro de mim, vi beleza, grandeza e um novo estilo de vida para eu trilhar e assumi pra mim uma nova expressão de vida. O que é diferente de assumir pro mundo. Acho que não precisamos sair gritando pro ai o que nos move, o que nos dá prazer nem estimula nossa sexualidade ou desejo. Mas se conseguimos assumir isso pra nós mesmos, e conseguimos ser felizes assim e sentir bem e melhor, quem não vai querer compartilhar e expor tudo isso com outros de pensam e sentem igual? E é o que eu faço aqui com vocês. Exibir-se e se expor há várias formas e meios de se fazer. E quem coloca a público o que pensa e sente, é porque tem orgulho, gosta e tem segurança no que fala ou mostra.

Agora faz-se necessário ressaltar que me refiro nesse texto a feedees e gainers e exibicionismos em sites de relacionamento, e não sobre modelos de sites destinados ao público Feedist e Fas. Até porque nesses sites, as modelos tem ali um meio de vida, um comercio que não cabe as colocações dessa matéria. 

Amo falar sobre o feedism, pois é falar de uma parte de mim e do que tenho de tão maravilhoso hoje. Exponho partes do que sinto, penso e vivi porque pra mim é algo muito belo que merece ser compartilhado. Tenho satisfação em exaltar o feedism, quando todo o resto no Brasil, o coloca como bizarro e aterrador! E o simples fato de saber o que eu sou dentro disso e ter tido a sensibilidade de entendê-lo e entender as pessoas dentro dele me é motivo de alegria e satisfação íntima, pois sabemos que não é nada fácil ser um feedists, como também não é se reconhecer dentro desse mundo. Não sei se isso me faz vaidosa, orgulhosa ou egocêntrica. Acho que de tudo um pouco. Mas que eu tenho orgulho de dizer; sim sou uma feedee, eu tenho!

Bom fim de semana pra todos! Engordativo e engordador pra nós! Até a próxima!


Bjos da Vênus!

Feedee e Submissão






Abordando agora outro ponto colocado na matéria “Mundo Feedee da Vênus” que seria um traço de comportamento observado em algumas feedees que é a submissão ao feeder que toma o papel dominante e controlador na dinâmica do casal.

Ai temos dois tipos de personalidade se contrapondo; um dominante e um dominado, ou submisso, o líder e o seguidor. Mas será assim mesmo? Isso é um aspecto geral de uma feedee?

Pra mim esse é um tema muito interessante abordar porque justamente passei por dificuldades e conflitos por esses dois contrapontos comportamentais que eu não sabia entender bem dentro de uma relação feedee e feeder. 

Acredito que devemos separar papeis dentro de um fetiche, e, personalidade de cada indivíduo em sua totalidade. E mais uma vez vou recorrer pra exemplificar isso, com o fetiche que tem bem definido um submisso e um dominador; o S/M. Dentro de nossas práticas um sub/ submisso é o homem ou mulher que é dominado e segue as ordens e comandos do dominador/ Domme. Dentro do que chamamos de atos e sessões, ele assume total submissão aos desejos e vontades do seu Dono. Obviamente dentro de limites pré-estabelecidos e práticas de masoquismo e sadismo que deve ser respeitados pelo dominador. Posturas humilhantes físicas, morais e verbais, assim como espancamento e dor faz parte do prazer da dupla. Um tem prazer em receber ordens e ser comandado e o outro em mandar e controlar, dominar; seja psicológica ou fisicamente.

Porém terminando o que se chama de sessões, onde cada um representa o seu papel que lhe dá prazer e é sua expressão erótica e sexual intima, cada um volta a ser somente o ser social. Um submisso não quer dizer que ele o é em suas relações fora do BDSM. E um dominador e sádico não quer dizer que seja um inquisidor nem queira controlar e mandar em tudo e todos o tempo todo. O que pra mim isso também é muito fascinante. Conheci muitos submissos extremamente “doutrinados” que eram grandes homens de negócios, líderes e de personalidade forte e determinada fora de suas práticas fetichistas. Embora o papel dentro do fetiche exteriorize claro, partes de si mesmo. Mas é preciso pensar que  nem todos nós somos 100% submissos nem 100% dominadores. Todos nós temos um pouco dos dois em vários momentos dentro de nossas relações sociais e interpessoais. Porém haverá um lado da moeda que será a dominante. Mas isso diz respeito a personalidade e não a um papel dentro de um fetiche. Existem pessoas que são líderes por natureza, e outras que são cooperativas, passivas e preferem receber comandos a comandar. Preferem participar do que organizar. Isso ao meu ver não é bom nem ruim, e sim, formas de personalidade que leva a comportamentos.

Porém existem os desvios, ou que podemos entender como comportamentos negativos e nocivos ao indivíduo. Uma pessoa, por exemplo, que tem sua personalidade dominadora, agressiva, competitiva, ativa, determinada, pode usar isso para serem grandes líderes e levar grupos de pessoas ao sucesso e crescimento. Um líder une o grupo e conquista respeito e confiança, não impõe despotismo ou medo. Porém quando essa personalidade é negativa, a pessoa se torna controladora ao extremo, violenta, perde a capacidade de ouvir o outro, pois só o som da sua voz é que tem a razão e interessa. Todos os outros não são importantes, mas peças que trabalham para ele conquistar o que quer. Uma pessoa assim não será bom profissional, nem bom líder religioso, nem bom pai ou mãe, muito menos amigo, ou amante. Pois elas perderam o rumo dentro de si mesmas.

Já o participativo e cooperativo, o seguidor, pode ajudar outros e seu próprio líder a alcançar o êxito e progresso. É uma parceria, uma relação de confiança onde cada um sabe suas responsabilidades, suas habilidades e operam harmoniosamente para o bem comum.  Não há méritos nem deméritos em seguir ou comandar, pois cada um dos lados entende a importante de um e outro, que se completam. O líder detém a maior responsabilidade, pois o todo foi assumido sob sua responsabilidade de fazer tudo acontecer, inclusive, estimular todos os outros a desempenharem o melhor de si, saber fazer com que cada um dê ao grupo o melhor dentro suas habilidades. Ele não precisa impor. Ele sabe como fazer todos quererem dar o melhor de si.

Mas quando o seguidor espera tudo do seu líder, quando ele somente caminha quando recebe ordens e comandos como um cão treinado, quando ele só se sente seguro em fazer algo se for mandado, e não raciocina por si só e executa o que acha melhor dentro do seu papel, essa pessoa se torna alguém negativo para o grupo porque o que a domina são outros aspectos; insegurança, medo, falta de identidade, baixo estima, carência, indecisão, falta de iniciativa. É alguém comandada pelo medo de tomar decisões até sobre si mesma e que precisa de outra pessoa para dizer o que fazer, pois dentro dela só há o medo de errar, de ser criticada, não aceita, não amada, não reconhecida, do fracasso, da solidão, da rejeição. E outra pessoa tomando as decisões e mandado por ela, em sua cabeça, não terá responsabilidade alguma sobre seus passos, já que não escolhe, e sim, deixa outro escolher por ela e a conduzir.

E quando uma pessoa é assim, e é uma feedee, ela com certeza, será uma submissa e é das que fará tudo que o feeder pedir e ordenar, mesmo que não seja o que ela mais quer. E se ela cair nas mãos de um feeder aqueles com a personalidade negativa dominador ela com certeza chegará a imobilidade se ele assim quiser. Pessoas do tipo sonham com alguém que chegue a suas vidas e assuma o rumo e decisões por ela. Digam como deve ser feito e quem manda. Querem ser cuidadas, vigiadas e controladas todos os momentos. E viram “pets” como foi colocado pelo nosso seguidor.

Mas isso não é algo da feedee e sim, mais uma vez, um desvio comportamental e psicológico do indivíduo.

Tanto um quanto outro, é submisso e dominador 24 horas por dia, 7 dias na semana em qualquer relação e situação que tiver.

O que é diferente de assumir por prazer mútuo e doação, posturas dentro de um jogo erótico ou mesmo situações amorosas de fazer o que o outro pede e mesmo obedecer a um pedido.  

Da mesma forma que é diferente assumir o papel de guia e estimulador dentro do nosso fetiche, no caso dos feeders que não os fazem dominadores, mas condutores das feedees. Ele a conduz, mas não a comanda, nem domina. E a decisão de até aonde quer ir com a expansão de seu corpo, é absolutamente dela. É dela a decisão de como quer engordar, como será sua dieta, que tipo de elementos será ou não inclusos para ajudar a crescer. Ele pode conduzi-la a escolhas, apresenta-las a opções e ideias, mas não pode impor a ela. Não se deve haver imposição e nem submissão mediante a uma exigência, pois é nesse exato momento que acaba o fetiche e começa uma relação tumultuada entre duas pessoas que não sabem o que é parceria nem respeito pelo outro ou a si mesmo. O fetiche acaba pois, justamente é preciso prazer e alegria mútua. Se não há, para um acabou a excitação e o prazer.

A feedee é sem sombra de dúvida a parte conduzida e não vejo hoje (embora tenha me custado muita reflexão e noites de sono rs) como algo negativo, humilhante, submisso, secundário ou permissivo, que a coloque em situação abaixo do feeder. Pelo contrário, ela é a parte que lhe completa e está ao lado dele e sem ela, ele não tem como exercer o seu prazer nem fetiche, já que para um feeder, não basta namorar uma gordinha. O fetiche não se estabelece aí.

E pra concluir, embora minha personalidade seja como já falei e minha expressão sexual e fetichista (como S/M antes de conhecer o feedism) era e é ser Dominadora e Sádica, dentro do feedism uma das coisas que mais me dá prazer e mexe com minha satisfação erótica é ser conduzida e receber pedidos que me soem como ordens e formas de fazer as coisas para comer e engordar: “prepare isso assim, coma agora, por que não come mais, acha que comeu o suficiente, não está na hora do seu shake?”. Tudo é a forma como se diz e o momento que se diz. Se isso é ser submissa, então eu sou e é muito excitante ser submissa em dados momentos. Como é!

Bjo da Vênus “Submissa”! rs     



quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Feeder e o Egoísmo, Dominação e Manipulação



 Vou explanar acerca de um comentário que um seguidor fez sobre a matéria “Mundo Feedee da Vênus III” e esse é um dos tópicos que destaquei para abordar das questões levantadas por ele.

Existe egoísmo na figura do Feeder?

Para muitas pessoas fora do fetiche que conhecem o feedism apenas por matérias feitas por leigos e se centram em histórias, principalmente de quase, ou imobilidade e altos níveis de obesidade, a figura do feeder é nefasta, nociva e egoísta. É o cara que só pensa em si e em momento algum está preocupado com a forma que está mudando a vida e a saúde de sua companheira e acaba prejudicando e destruindo mais cedo ou mais tarde a saúde e a vida da feedee. Isso eu não li na net somente, mas ouvi de amigos muito íntimos meus quando eventualmente surgiu um assunto sobre fetiches: “Vi um documentário assim, sobre os alimentadores e o lance é sinistro...” Por aí.

O feeder por muitas vezes é colocado e entendido como figura central do Feederism (por isso o termo feederism; que concordo com outros feedists, não é o mais apropriado, justamente por essa ideia que pode passar).

Mas vou confessar algo pra vocês. No meio do meu processo todo que revelei na matéria já citada, por muitas vezes eu achei justamente um lado muito egoísta por parte, digamos, do meu feeder (mesmo quando não sabia que era um feeder). Que ele queria controlar a relação para chegar ao nível que ele e somente ele queria. Como falei, a possibilidade de análise de um traço de personalidade e comportamento, foi uma das causas que me atraiu a manter um contato com ele. E por todos os ângulos eu analisava tudo o que ele me dizia e fazia. Como eu não entendia sobre o fetiche, eu apenas analisava o que ele me passava e o que eu entendia sobre algo que vamos colocar como: um perfil fetichista. Porque como falei minha expressão fetichista era e é também ainda S/M. Levei o perfil dele pra vários amigos experientes dentro do BDSM na tentativa de ver juntos se aquilo poderia ser uma vertente de uma relação ou comportamento S/M – Sado Masoquista.  E todos o viram quase da mesma forma. As mesmas características que entenderam como alguém dominador, controlador, manipulador, egoísta e centralizador.

Destaco aqui o lado manipulador e controlador.

O meu processo de feedee tirando a parte erótica não foi muito fácil, justamente porque eu relutei muito pra me entregar como feedee ao feeder, porque pela minha visão conseguia ver manipulação, egoísmo e dominação. E isso pra minha personalidade é inaceitável e não via como poderia se estabelecer algo com alguém com essas características, justamente porque minha realidade como mulher e fetichista é ser dominante e controladora. A minha realidade era ser Domme. E por mais que eu separe as coisas, o que você é em essência não tem como mudar, pois você só é algo, pela sua própria e personalidade e não ao contrário. Mas ao mesmo tempo em que não aceitava o que eu achava na época sobre o comportamento dele, não conseguia me livrar em manter uma relação com ele. E teve momentos em que eu cedia ao que ele me estimulava e momentos em que não aceitava por achar que ele queria me manipular pro seu bel prazer e satisfação pessoal sem pensar no que eu queria e no meu prazer. Às vezes me sentia como alguém sendo persuadida com palavras doces e de amor para apenas fazer o que o outro queria pelo seu próprio ego e horas que me via como uma experiencia de laboratório em "como fazer uma mulher explodir de engordar em trinta dias". Era uma briga interna diária, não pra não engordar, mas por aceitar a postura dele, em detrimento a minha personalidade. Mas passava dias e eu voltava a analisar o todo e não via mais daquela forma e acabava cedendo, porque no final das contas era muito irresistível pra mim. 
Por várias e várias vezes discutia com ele expondo que tudo o que eu fazia e faria, seria apenas pelo meu prazer e não pelo dele nem porque ele estava pedindo. Fazia questão de deixar claro isso, para quem sabe cortar qualquer tipo de ilusão da parte dele que conseguiria me levar a fazer algo que não fosse do meu absoluto querer e satisfação pessoal. Eu estabeleceria metas, regras, e formas de engordar e não ele.

E um aspecto citado pelo seguidor no comentário da matéria já citada, foi o aspecto “submissão”, e que muitas feedees parecem “Pets”... rsrs me fez lembrar de uma frase justamente que falei pra ele “ você jamais vai me colocar numa coleira”. Mas falarei mais sobre isso no tópico sobre submissão.

Acredito que minha dificuldade mesmo foi devido ao meu entendimento S/M fetichista na época. Porém entendo que essas características; egoísmo, dominação e controle é algo que o feeder é passível de ser entendido dessa forma. E a feedee como apenas uma vítima disso tudo; do “monstro egocêntrico e engordador”. E nesse ponto em particular acho que muito dessa visão está na dificuldade das pessoas entenderem como pode alguém querer e ter prazer em engordar? Quem entende isso fora do nosso universo? Não se entende que tem homens e mulheres que simplesmente tem prazer, tesão e alegria em engordar. Se acham bonitos e se curtem assim. Ninguém entende isso dentro da nossa sociedade. Fato! Não entendem e não aceitam. Então se uma pessoa toma essa postura de engordar por querer, é porque ela está sendo manipulada, influenciada, louca ou ficou cega e foi hipnotizada por outra pessoa, no caso o feeder que é o demônio egoísta que enquanto ele fica magro, sarado e em forma, sua ou seu parceiro só engorda, fica feio e se ferra no final das contas.

Bom, falando sobre mim, quanto mais eu me transformava em feedee, mais eu o entendia e via tudo com outros olhos. Mas foi o contato com outras pessoas também que me ajudou a perceber o real comportamento dos feeders, claro com suas nuances.

Porém existem sim feeders egoístas e que não se preocupam nem um pouco com sua parceira, onde o que ele quer é o centro do universo e ele fará de tudo pra conseguir atingir o que seu desejo, esquecendo completamente de ouvir sua feedee. Afinal o que ele quer é o que importa. Porém isso é um desvio comportamental do ser humano de estabelecer relações salutares e de parceria. E não de feeders. Muitos de nós temos dificuldades de nos relacionar com o outro, porque não sabemos e achamos que somos o sol que o mundo gira em torno de nós. E podemos perceber que essa pessoa será assim não somente como feeder, mas em qualquer tipo de relação que tiver. Então não é algo do feeder, mas da pessoa. E em qualquer relação onde não haja amor, nem respeito pelo outro, haverá essas manifestações negativas, onde só a vontade de um é a que conta. 

Já conversei com muitos feeders com essas características e não teve um que escapasse de não querer engordar suas feedees até a imobilidade. Porque a imobilidade é o controle e o domínio total não só do corpo, mas da vida da feedee.

Falei uma vez com um feeder que disse que só aceitava uma feedee se ela estivesse disposta a chegar a imobilidade. E ainda perguntou se eu aceitava drogas pra minha dieta, para estimular meu apetite e  engordar.

Então devemos concluir que comportamentos duvidosos e até inescrupulosos, há em qualquer grupo social e não faz parte do personagem A ou B. Temos a tendência a criar estereótipos, mas isso é um erro que o meio já faz conosco.  Então devemos ter cuidado pra não fazer entre nós mesmos. Então me identifiquei muito com o comentário feito pelo aspecto do egoísmo, pois por tempos eu também via o feeder como o egoísta, mas chegamos a mesma conclusão no final das contas. 

Pra concluir, apenas queria falar que quando eu me tornei uma feedee plenamente, eu entendi também plenamente meu feeder. O que ele deseja, como ele deseja, porque ele deseja e como esse desejo se manifesta. E meu comportamento mudou muito com ele. O que eu brigava antes e não aceitava ou relutava por achar uma tentativa de controle e domínio, eu aceito porque entendo que não é nada disso. Ele não quer me dominar, nem controlar, nem pensa só em si. A maior alegria dele, e acredito que isso se estende aos feeders de um modo geral (e todo fetichista de verdade) é que tudo deve ser prazeroso e consensual pra ambos. A alegria do feeder é ver a alegria real de sua feedee quando ela engorda, perde roupas e ganha maiores proporções e gosta disso. O seu tesão está no tesão que ela também sente no prazer de comer e saber que aquilo está a deixando mais pesada e fazendo-a crescer. E pra que isso aconteça, não pode ser algo que parta só dele. Ela precisa querer, desejar também, ser feliz dentro disso tudo e ter prazer, senão a coisa não anda pra ele e perde o sentido.  O Feeder é o estimulador, a tentação para a gula e o desejo erótico da feedee. Ele a alimenta em todos os sentidos, e é alimentado por ela também. Simples assim!

Então acredito que quanto mais você se entende dentro desse universo, se aceita e compreende como seu prazer se revela e se manifesta, mais você entende o outro e consequentemente o seu par.

Só um feedist pra entender outro feedist!


Bjos da Vênus!